Medida protetiva
Após atuação de Lean, Justiça concede proteção à prefeita da B. de Santo Antônio
Lívia Carla denunciou agressões e ameaças que também teriam atingido os dois filhos adolescentes
A Justiça de Alagoas concedeu na quinta-feira (27) medida protetiva de urgência à prefeita de Barra de Santo Antônio, Lívia Carla, após ela denunciar violência política e de gênero que teria sido praticada pelo ex-vice-prefeito do município, Cleber Malta. A decisão ocorreu depois de o Ministério Público de Alagoas (MPAL) acolher o relato da gestora e anunciar providências para acelerar a apuração do caso.
A atuação foi conduzida pelo procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, que recebeu a prefeita na quarta-feira (26). Durante o encontro, garantiu que o MPAL faria um levantamento de todos os procedimentos e das denúncias existentes, além de assegurar o acompanhamento do caso pelo promotor responsável pelo município.
“O interesse do Ministério Público é proteger toda e qualquer vítima. O MP jamais poderia silenciar diante desse fato. Por isso, vamos fazer um levantamento de todos os procedimentos e denúncias recebidas e já em andamento para dar a celeridade necessária”, afirmou Lean.
A prefeita relatou agressões verbais, xingamentos e ataques direcionados também aos seus filhos menores de idade. A advogada Nívea Rocha, que representa a gestora, havia solicitado à Justiça as medidas protetivas e a retirada de vídeos considerados ofensivos das redes sociais.
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Ao defender a adoção de providências, Lean Araújo classificou a situação como inaceitável e ressaltou que os promotores já haviam sido comunicados. “Quero esse diálogo permanente. Os promotores já foram comunicados e estamos cumprindo o nosso papel”, declarou.
A decisão é considerada histórica por ser a primeira em Alagoas — e uma das primeiras do país — a reconhecer a violência política de gênero e determinar proteção à vítima.
Nas redes sociais, Lívia Carla agradeceu o apoio recebido de autoridades e de outras mulheres e classificou a decisão como uma conquista que ultrapassa o seu caso pessoal.
“Essa vitória não é apenas minha. É de todas as mulheres vítimas desse tipo de violência. Hoje, mais do que uma vitória pessoal, esta decisão representa um passo importante para todas as mulheres que enfrentam violência, perseguição, intimidação e tentativas de silenciamento”, escreveu.