Política
Pol�cia Federal vai apurar den�ncias de estudantes
CAÍQUE MARQUEZ A juíza Elizabeth Carvalho, da 3ª Zona Eleitoral, declarou que encaminhou, na última sexta-feira, para a Polícia Federal, a representação com a denúncia formulada pelos estudantes das redes municipal e estadual de ensino, sobre a cooptação da categoria para participar de uma manifestação, hoje, em Maceió, fazendo um protesto ao candidato a governador Fernando Collor de Mello. ?Geralmente, dentro de 30 dias a Polícia Federal conclui as investigações, mas dependendo do volume de serviço, o trabalho poderá ser concluído antes do prazo?, explicou, ratificando que assim que estiver com o resultado do inquérito em mãos vai encaminhar ao Ministério Público, para as devidas providências. Ela esclareceu que é competência da Polícia Federal investigar qualquer infração relativa ao processo eleitoral. Só depois da apuração dos fatos é que o relatório segue para o Ministério Público, para que a punição seja, enfim, determinada. Inquérito Segundo a magistrada, caso o inquérito comprove a prática de crime eleitoral, na denúncia formulada pelos estudantes, os envolvidos serão punidos mesmo depois da eleição. ?Uma coisa nada tem a ver com a outra. Se a Justiça conseguir antes da eleição provas contra os acusados, materializando a culpa pelo crime, as pessoas perderão o registro; se já estiver diplomado pelo TRE, perderá o diploma e se estiver no exercício do mandato, irá perdê-lo?, alertou a juíza. Há informação de que uma equipe ligada ao Frentão deverá filmar as manifestações e que se for comprovado o uso ilícito de estudantes, as fitas poderão servir de prova e serem entregues ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE). Cooptados Estudantes secundaristas das redes municipal e estadual de ensino denunciaram que foram cooptados para participar dessa manifestação contra o ex-presidente Fernando Collor de Mello, candidato a governador pela Frente Popular de Oposição. Além do transporte e da alimentação, os organizadores teriam prometido pagar 30 reais para cada um que aceitasse desfilar com a cara pintada - denunciaram os secundaristas José Cláudio Vital Custódio, Genivaldo Silva Santos e Jerfesson Ramos, alertando para a prática que, se confirmada, além de representar aliciamento, caracteriza-se como abuso de poder econômico.