Política
Vida de petista era cercada de mist�rio
Há uma semana, mais um crime de mando aconteceu em Alagoas e calou a voz de um líder comunitário que havia tentado seguir na carreira política e enfrentava a intolerância de quem não aprovava seu estilo explosivo de incomodar políticos locais, ao fazer denúncias e obter benefícios para a sua comunidade. Genildo Correia Soares, conhecido como Genildo do PT, 45 anos, tombou no chão de terra batida, após receber uma saraivada de balas, enquanto bebia em um bar próximo à sua casa, no distrito de Luziápolis, em Campo Alegre. A cena do crime não foi periciada, e o corpo levado em um carro de funerária, por conta da falta de alcance das ações de segurança pública na região dominada pela prática de assaltos. Mas não demorou a aparecer militantes do PT, cobrando a elucidação do crime, porém afirmando terem certeza de que se tratava de um crime político. ### Investigação paralela pode ajudar a desvendar crime O dono do bar frequentado por Genildo, José Virgínio, conhecido como ?Zé Sebasto?, diz que a única pessoa que fotografou a cena do crime foi um militante do PT. A Polícia Civil não chegou a tempo de preservar o local do assassinato, que foi alterado, e onde não foi encontrada nenhuma cápsula resultante da deflagração dos tiros. Mesmo assim, dirigentes petistas, como o deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, declararam que o estopim que detonou a vida do líder do PT em Campo Alegre teria sido uma suposta denúncia de Genildo Correia ? suplente de vereador ? na Justiça Eleitoral, para tomar os mandatos de dois vereadores que tiveram as contas rejeitadas. ///