Política
OAB critica morosidade na Taturana
6 de dezembro de 2007 marcou a história política de Alagoas. Dois anos se passaram desde o dia em que a Polícia Federal desencadeou aquela que seria uma das maiores operações já realizadas no Estado: a Taturana, assim batizada numa alusão à lagarta que come folhas sem parar durante toda a sua vida. Foi da folha da Assembleia Legislativa que os acusados teriam se valido para colocar as mãos em R$ 300 milhões dos cofres públicos. A consequência do desmando foi 40 prisões e o afastamento, tempos depois, de dez deputados estaduais acusados de participação no grande esquema fraudulento. Ficaram fora do mandato por mais de um ano, mas no dia 13 de julho de 2009, depois de impetrar por várias vezes recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiram retornar aos cargos. ### Retorno à ALE foi marcado com festa Ao mandar de volta para a Assembleia Legislativa os dez deputados acusados de integrar a organização criminosa que se valeu da folha da Casa para fazer fortuna com o dinheiro público, o ministro-presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, em decisão monocrática, justificou que ?o afastamento de deputado estadual de suas funções por decisão precária do Poder Judiciário revela-se em descompasso com o princípio da separação dos poderes?; disse que o assunto ?é da esfera constitucional, de competência do STF? e falou que pelo tempo que estavam longe do mandato, era como se houvesse uma cassação indireta. A decisão do ministro foi proferida no dia 13 de julho desse ano. No diz 15, mesmo estando em recesso, a Casa abriu as portas para receber os parlamentares, numa sessão convocada pela presidência sob o argumento de que havia projetos importantes para votar. ///