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Eleições 2026

Indecisos e desempenho nos grandes colégios eleitorais podem decidir disputa ao Executivo

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A disputa pelo governo de Alagoas chega à reta final sem uma definição clara sobre o destino da eleição. Com Renan Filho (MDB) e JHC (PSDB) separados por poucos pontos nas pesquisas mais recentes, a pergunta sobre onde está o voto capaz de decidir a eleição ganha importância: na capital, no interior ou entre os eleitores que ainda podem mudar de posição?

Para o cientista político Ranulfo Paranhos, em uma disputa tão acirrada, o fator mais importante não é necessariamente a localização geográfica do eleitor, mas a capacidade dos candidatos de conquistar quem ainda não consolidou sua escolha.

“Quando você tem uma disputa muito acirrada como essa, o que vai determinar o resultado da eleição, se pode ser primeiro turno ou segundo turno, é o indeciso”, afirma.

Na avaliação de Paranhos, se o percentual de eleitores indecisos estiver efetivamente baixo, a incerteza permanece porque parte desses eleitores pode já ter uma preferência, mas ainda não a declara nas entrevistas.

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“Se eu já tenho a taxa de indeciso na casa dos dois, três por cento, ele pode até já ter decidido e não ter reportado isso nas pesquisas”, explica.

Outro elemento apontado pelo analista é o desempenho dos candidatos que aparecem atrás de Renan Filho e JHC. Mesmo com percentuais menores, a soma dos votos dessas candidaturas pode ser suficiente para impedir que um dos dois ultrapasse a metade dos votos válidos e encerre a disputa no primeiro turno.

“Esses outros candidatos menores, que nesse caso não são competitivos, mas como eles se juntam, como a gente junta os votos válidos deles, isso impede que uma eleição muito acirrada seja decidida no primeiro turno”, analisa.

CAPITAL OU INTERIOR?

Apesar da importância de Maceió, Ranulfo Paranhos considera que não existe um único território que possa ser apontado isoladamente como o “voto decisivo”. Em vez disso, os candidatos precisam construir presença nos principais colégios eleitorais e ampliar sua capilaridade pelo Estado.

Maceió concentra uma parcela expressiva do eleitorado, mas o conjunto dos municípios do interior representa um contingente eleitoral ainda maior. Por isso, o desempenho em diferentes regiões pode fazer a diferença na soma final.

“Eu preciso aparecer muito em Maceió, eu preciso aparecer muito em Arapiraca, e assim vai. Eu vou precisando aparecer nos colégios eleitorais, nos maiores colégios eleitorais, para que eu consiga conquistar uma fatia maior de votos”, afirma.

É justamente essa lógica que ajuda a explicar a intensa agenda dos candidatos na reta final.

PREFEITURAS

No interior, a estrutura política construída pelos candidatos também entra na equação. Para Paranhos, candidaturas apoiadas por grupos com presença nas prefeituras, câmaras municipais e partidos com maior estrutura conseguem ampliar a capacidade de chegar ao eleitor.

O especialista explica essa dinâmica como uma espécie de cadeia de capilarização: o candidato ao governo se articula com deputados, prefeitos, vereadores e lideranças locais, que, por sua vez, ajudam a levar a campanha até o eleitor.

Apesar das diferenças entre capital e interior, Paranhos identifica um comportamento comum entre os eleitores: a preocupação com os efeitos da escolha sobre a própria vida econômica.

É o chamado voto econômico. O eleitor avalia, segundo o cientista político, se a escolha por determinado candidato pode contribuir para uma melhora em sua situação econômica e social.

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