ELEIÇÕES 2026
Datafolha: Lula tem 48% e Flávio Bolsonaro, 45% no segundo turno
No cenário de primeiro turno, em votos totais, o candidato petista tem 42% contra 38% do adversário
A corrida eleitoral de 2026 chega às vésperas do primeiro turno com Lula (PT) somando 45% das intenções em votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, ante 40% de Flávio Bolsonaro (PL).
Já no segundo turno, em votos totais, há empate técnico: 48% para o presidente e 45% para o senador fluminense.
É o que aponta nova pesquisa do Datafolha, realizada de terça-feira (29) a essa quinta (1º). Há uma semana, o petista tinha 43% de votos válidos no primeiro turno e 47% de totais no segundo. Seu principal rival, 39% e 45%, respectivamente.
Na sequência dos votos válidos do primeiro turno vêm Augusto Cury (Avante), com 4%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, e Renan Santos (Missão), com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) marcam 1%. Os demais não pontuaram.
Morre Lito Sousa, influencer de aviação, após diagnóstico de doença rara
Mulher é esfaqueada dentro de carro; ex-namorado é preso durante fuga
Polícia Federal apreende R$ 590 mil em Maceió
ovem de 24 anos é morto a tiros na Levada
Prefeitura anuncia conserto em trechos danificados da ciclovia
No cenário de primeiro turno, em votos totais, Lula tem 42% e Flávio, 38% — ambos oscilaram dois pontos para cima, mantendo uma tendência que vinha sendo observada. A subida mostra o impacto do caso Nossa Senhora, com o presidente auferindo intenções de voto entre católicos e o senador, entre evangélicos na mesma proporção.
O instituto divulga levantamentos próximos do pleito excluindo brancos e nulos, como faz a Justiça Eleitoral na contagem final, e retirando também os indecisos para refletir um quadro próximo ao do dia da eleição. Para um candidato vencer na primeira rodada, precisa ter 50% dos votos válidos mais um.
Já para o segundo turno, distante de 25 dias, os percentuais de votos totais ainda são os dados relevantes. Nas outras simulações, Lula já não empata com Cury e Caiado, como nas rodadas passadas, e segue à frente dos demais.
Pesquisa não é previsão. O resultado pode ser afetado pela abstenção, que tem ficado na casa dos 20% nos últimos pleitos, ou por mudanças em cima da hora. Neste trabalho encomendado pela Folha e pela TV Globo, registrado no Tribunal Superior Eleitoral com o código BR-08039/2026, foram ouvidos 2.506 eleitores.
Faltando poucos dias para o pleito, 17% afirmaram que ainda podem mudar de voto, ante uma convicção de 82%. Os eleitores ficam menos decididos à medida que seus candidatos estão mais abaixo na tabela. Detalhe não desprezível, 19% não sabem o número de seu candidato e 13% afirmam estar indecisos na pesquisa espontânea.
Ao longo deste ano, a disputa foi monopolizada pelo presidente e pelo primogênito de seu antecessor, o hoje condenado Jair Bolsonaro. O pelotão inferior, com a exceção de um salto breve de Cury na primeira semana da campanha oficial, se manteve estável.
Isso transforma qualquer ponto percentual em ouro para os principais concorrentes. A pesquisa traz o impacto de dois movimentos políticos importantes do último ciclo de uma semana.
Na sexta passada (25), Lula editou uma medida provisória proibindo as bets no país. Medida controversa em sua aplicação, ela se direcionava principalmente para o eleitorado urbano feminino de classe mais baixa, segundo as campanhas o mais queixoso da jogatina.