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MDB, PT e PL planejam ampliar espaço na Assembleia Legislativa de Alagoas

Com estratégias diferentes, partidos apostam em nomes com mandato, novas lideranças e estrutura eleitoral

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Eleição para as 27 vagas da Assembleia Legislativa Estadual mobiliza partidos em busca de maior representação
Eleição para as 27 vagas da Assembleia Legislativa Estadual mobiliza partidos em busca de maior representação | Foto: @Ailton Cruz

A disputa pelas 27 cadeiras da Assembleia Legislativa de Alagoas também é marcada pela movimentação dos partidos para ampliar sua representação política a partir de 2027. MDB, Partido dos Trabalhadores (PT) e Partido Liberal (PL) estão entre as legendas que trabalham para aumentar o número de deputados estaduais, apostando em estratégias que combinam a força de parlamentares com mandato, a entrada de novas lideranças e o peso das estruturas partidárias.

Na atual legislatura, o MDB ocupa a posição de maior bancada da Casa e mantém presença expressiva na Mesa Diretora, comandada pelo deputado Marcelo Victor. A Federação Brasil da Esperança tem representantes como Marcos Barbosa, Breno Albuquerque, Ronaldo Medeiros e Silvio Camelo, enquanto o PL conta com Cabo Bebeto. A composição atual, entretanto, não representa necessariamente a distribuição das cadeiras a partir da próxima legislatura.

Para a cientista política Luciana Santana, o movimento das três siglas faz parte de uma estratégia natural de fortalecimento partidário, mas existem particularidades que ajudam a explicar os objetivos de cada uma.

“Os partidos sempre vão ter o objetivo de se fortalecer no Legislativo. Não é nada diferente do que outros partidos também queiram”, observa.

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No caso do MDB, a principal estratégia é preservar a posição conquistada na Assembleia e ampliar a presença no Parlamento. A legenda reúne nomes com experiência eleitoral e parlamentares que já participam da atual legislatura, o que, na avaliação da pesquisadora, representa uma vantagem na busca pela recondução dos mandatos.

A nominata emedebista reúne nomes como Marcelo Victor, Alexandre Ayres, Ricardo Nezinho, Francisco Tenório, Fátima Canuto, Cibele Moura, Dudu Ronalsa, Gilvan Barros Filho, Inácio Loiola, Gabi Gonçalves, Remi Calheiros e Hugo Wanderley, além de outras lideranças.

“Você ter membros já fazendo parte do processo de eleição acaba sendo um ponto favorável para a recondução de nomes do partido. Consequentemente, o MDB acaba tendo um destaque maior nesse quesito”, analisa Luciana.

O PT, por sua vez, busca transformar o ambiente político nacional em oportunidades de crescimento no cenário estadual. A legenda apresenta uma nominata que combina parlamentares, ex-parlamentares e novos nomes.

Para Luciana Santana, a conjuntura nacional tem influência direta sobre as perspectivas do partido em Alagoas. O fortalecimento da sigla no país pode contribuir para ampliar sua presença na Assembleia Legislativa.

A cientista política também chama atenção para uma particularidade das estratégias do MDB e do PT: a possibilidade de as duas legendas terem menor protagonismo na disputa por vagas na Câmara dos Deputados em Alagoas, fazendo da Assembleia um espaço importante para ampliar sua representação política.

Já o PL trabalha com uma estratégia que passa pela estrutura partidária e pelo potencial de financiamento eleitoral. A legenda apresenta uma nominata com nomes como Cabo Bebeto, Brivaldo Marques, Leonardo Dias, Walkiria Ferreira, Gilvan Menezes, Beto Jordão, Cleo Costa, Coronel Rocha Lima, Major Júnior e Zebrão Leite.

Luciana destaca que o PL possui uma estrutura nacional robusta, com peso na distribuição dos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Esse fator pode contribuir para a competitividade dos candidatos e, consequentemente, para o desempenho da legenda na eleição proporcional.

“A maior porcentagem de recursos do Fundo Partidário e Eleitoral pode ter um retorno em termos de cadeira na Assembleia Legislativa”, explica.

A eleição para deputado estadual segue o sistema proporcional, no qual o desempenho dos partidos e das federações tem papel determinante na distribuição das vagas. Isso significa que não basta avaliar individualmente a força dos candidatos: a votação obtida pelo conjunto da nominata também influencia o resultado.

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