Fiscalização
Alagoas registra 30 ocorrências de crimes eleitorais durante as eleições
Propaganda irregular lidera casos, seguida por boca de urna, compra de votos e violação do sigilo do voto
A Polícia Militar de Alagoas (PMAL), em apoio à Justiça Eleitoral, registrou 30 ocorrências relacionadas a crimes eleitorais durante o período de votação, segundo atualização divulgada nessa segunda-feira (5). Os casos envolvem diferentes tipos de irregularidades e foram registrados em municípios do Estado, com Maceió concentrando o maior número delas.
Entre os registros, 11 estão relacionados à propaganda eleitoral irregular. Segundo as informações divulgadas, parte dos casos resultou no recolhimento de bandeiras que estavam expostas em desacordo com as regras eleitorais.
Também foram contabilizados seis casos de boca de urna e cinco ocorrências relacionadas à compra de votos. Outros seis registros envolvem a violação do sigilo do voto, prática que ocorre quando o eleitor utiliza celular ou outro equipamento eletrônico para fotografar ou filmar o próprio voto dentro da cabine de votação.
A utilização de celulares e equipamentos capazes de registrar imagens é proibida na cabine de votação, justamente para preservar o sigilo e evitar mecanismos de pressão ou comprovação da escolha feita pelo eleitor.
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CAPITAL CONCENTRA OCORRÊNCIAS
Maceió foi o município com maior número de registros de crimes eleitorais. Além da capital, outras cidades alagoanas tiveram ocorrências, dentre elas Olho d’Água das Flores, Coruripe e Maragogi.
No período entre os dias 2 e 4 de outubro, a Polícia Federal (PF) instaurou três inquéritos para apurar crimes eleitorais em Alagoas. Cinco pessoas foram conduzidas à Superintendência da PF no Estado para prestar esclarecimentos no âmbito das investigações.
Os procedimentos continuam em andamento, e as autoridades devem analisar as circunstâncias de cada ocorrência para definir eventuais responsabilidades e encaminhamentos à Justiça Eleitoral.