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Elei��o vira alvo pol�tico em Macei�

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Ele é direto: ?Quase 70% dos candidatos a conselheiro tutelar receberam apoio de vereadores ou deputados estaduais mal intencionados, com interesse de usar o Conselho como trampolim político para suas eleições futuras?. A declaração é do presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente do município de Maceió, José Arnaldo da Silva, preocupado com os rumos da disputa, cuja campanha, a cada edição, ganha porte de eleições municipais. Ele coordenou a eleição do dia 13 de dezembro que elegeu, em Maceió, entre 38 candidatos, 15 conselheiros tutelares, que terão salário de R$ 2 mil por mês, carro e telefone pagos pela prefeitura, e ficarão responsáveis, durante três anos, pelo acompanhamento e proteção às crianças e aos adolescentes de 29 bairros da capital, com poderes de decisão que só juízes podem questionar. De voto facultativo, a eleição atraiu apenas cerca de 20% dos votantes entre 240 mil. E nem todo mundo conseguiu votar. ### Perdedores tentam anular votação marcada por falhas ?A eleição foi uma verdadeira esculhambação?. Assim classificou o candidato a conselheiro tutelar da região 2, o autônomo José Sebastião de Freitas, 45 anos, conhecido como Tião, morador do Prado, que não conseguiu se eleger. ?Talvez o Ministério Público não anulou essa eleição por não ter visto o que a gente viu?, disse ele, que, além de reclamar da ausência de nomes de eleitores nos cadernos de votação [cedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral-TRE], disse que não foram distribuídos os comprovantes eleitorais. ?O trabalho do Conselho Tutelar é muito sério, mas estão levando na brincadeira?. O ex-candidato Tião é mais um do grupo de perdedores que está se mobilizando junto ao Ministério Público com o objetivo de anular a eleição do dia 13 de dezembro. ### Promotor de Justiça acha tudo normal O promotor do Núcleo da Criança e do Adolescente, Luiz Medeiros, foi o responsável por fiscalizar o processo eleitoral do Conselho Tutelar de Maceió. Em recesso, ele disse que só vai iniciar a apuração das denúncias a partir do dia 4 de janeiro, no retorno das suas atividades. Ele afirmou ter acompanhado de perto o pleito e adiantou não ter visto nada que justificasse a anulação do resultado. ?Ainda não chegou nenhuma denúncia formal, a não ser uma queixa da vereadora Tereza Nelma, que disse não ter conseguido votar porque seu nome e o nome do esposo não estavam na lista de votação?, afirmou o promotor, dizendo que vai averiguar os indícios de irregularidades. ?Os cadernos de votação foram fornecidos pelo TRE. Estamos levantando as informações. É tudo ainda muito embrionário para eu poder me posicionar?. ### Escolas fechadas atrasaram a votação O presidente do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente de Maceió, José Arnaldo Silva, que coordenou as eleições do Conselho Tutelar, explicou que o atraso nos locais de votação se deu por conta de algumas escolas municipais estarem fechadas na manhã do dia 13 de dezembro. ?Teve diretora que esqueceu a eleição?. Ele disse que, em outros casos, a falta de segurança impediu a abertura das salas de aula. ?Sem policiais, a direção de algumas escolas ficaram com medo de ceder o espaço?. Foi o que aconteceu na Escola Municipal Antônio Vasco, em Ipioca, segundo Arnaldo Silva. Ele contou que no local havia até um homem armado intimidando os mesários e os eleitores. De acordo com o presidente, a pessoa armada com uma pistola exposta no painel do carro é ligada a um dos candidatos, que não conseguiu se eleger, mesmo contando com o apoio de uma vereadora. ### ?É prematuro apontar culpados? O presidente do Fórum Estadual dos Conselhos Tutelares de Alagoas, José Edmilson de Souza, acompanhou todo processo eleitoral, desde a publicação do edital. Ele é ainda membro da direção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL), responsável pelo núcleo de proteção às crianças e aos adolescentes. ?Só não pude estar presente no dia da votação porque estava enfermo?, justificou, ao lamentar que houve problemas com a lista de votação. ?É prematuro dizer de quem foi a culpa?, respondeu ele, sem querer apontar de onde partiu a falha, se do TRE ou do Conselho Municipal do Direito da Criança e do Adolescente de Maceió, responsável por realizar as eleições. ///

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