Política
Disputa por prefeitura traz crime � tona
São Luís do Quitunde ? Depois de passar pelas mãos de cinco delegados, o inquérito policial que apura o assassinato do suplente de vereador e líder comunitário Geraldo Siqueira, aponta para o prefeito de São Luís do Quitunde, Cícero Cavalcante (PMDB), como autor intelectual do crime ocorrido em outubro de 2007. O político acabou indiciado. As investigações foram concluídas pelo delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco, que finalizou o relatório e entregou aos juízes da 17ª Vara Criminal da Capital na véspera em que Cavalcante tomaria posse na prefeitura, no último dia 17, depois da cassação do mandato eletivo de Jean Cordeiro (PP). Mas, novas diligências serão realizadas nos próximos dias para se chegar à autoria material do crime. Há a suspeita de que policiais civis e militares estariam envolvidos no assassinato como executores. Eles devem ser ouvidos pelo delegado-geral. Os nomes são mantidos em sigilo, entretanto, militares que atuam como seguranças do prefeito estão na mira das investigações. ### Inquérito que apura crime é reaberto às pressas São Luís do Quitunde ? O inquérito policial que apura o assassinato do suplente de vereador e líder comunitário Geraldo Siqueira foi aberto em 2007 pelo delegado Kelman Vieira. Como à época ele namorava a filha do prefeito, a deputada estadual Flávia Cavalcante (PMDB), Vieira pediu afastamento do caso policial, assumido pelo delegado regional Belmiro Cavalcante. Logo após o crime, familiares da vítima acusaram Cícero Cavalcante (PMDB) de ser o mandante. Ele teria uma desavença com Siqueira. Com o pedido de afastamento de Vieira aceito pela cúpula da Secretaria de Defesa Social (SDS), as investigações prosseguiram com os delegados Antônio Nunes Cabral e Maria Angelita e tiveram continuidade com o delegado-geral Marcílio Barenco, que remeteu o relatório à 17ª Vara Criminal sem apontar a autoria material. ### Família diverge sobre mandante A Gazeta de Alagoas conversou com duas das irmãs do suplente de vereador Geraldo Siqueira, assassinado na porta de casa, no Centro da cidade, em 2 de outubro de 2007. Jandira e Sônia Siqueira divergem quando o assunto é autoria intelectual da morte do líder comunitário. A primeira diz que não tem elementos para acusar o prefeito Cícero Cavalcante (PMDB); a segunda acredita que a Polícia Civil está no caminho certo para desvendar o crime, ao indiciá-lo como mandante do homicídio. ?Entrego [o caso] nas mãos da polícia. Acredito que agora o crime está esclarecido. Se a polícia o indiciou (Cícero Cavalcante) é porque tem alguma prova?, afirmou Sônia, negando ter prestado depoimento ao delegado-geral Marcílio Barenco na semana em que o prefeito foi preso. De acordo com ela, outras pessoas, inclusive testemunhas do crime, foram ser ouvidas pela Polícia Civil em Maceió. ///