Deputada federal eleita
Júlia Nunes relata sabotagem, fake news e pressão durante a campanha
Eleita deputada federal por Alagoas com mais de 70 mil votos, a advogada Júlia Nunes relatou episódios de fake news, pressão política e uma suposta sabotagem durante a campanha. Em entrevista à TV Gazeta, ela afirmou que sofreu ataques contra sua vida pessoal e que encontrou eleitores com medo de manifestar publicamente o voto.
Júlia disse que informações falsas foram utilizadas para questionar sua honra, sua família e a origem dos recursos empregados na campanha. “Deram-me pai, deram-me marido, chamaram-me de mentirosa. Tiveram pessoas que nem me conheciam colocando como se eu fosse uma pessoa corrupta”, declarou.
A deputada eleita também contestou vídeos que relacionavam o fundo eleitoral recebido por sua candidatura a uma suposta mudança de posicionamento político. Segundo ela, todos os candidatos a deputado federal de seu partido tiveram acesso ao mesmo valor.
“O meu lado é único. O meu lado é o da mulher livre”, afirmou. Júlia disse que nunca perguntou a posição política das mulheres atendidas por ela ao longo dos 18 anos de atuação no enfrentamento à violência.
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Um dos episódios mais graves relatados ocorreu em 7 de setembro. Conforme Júlia, o trio contratado para um ato de campanha teve toda a fiação cortada. Ela afirmou que procurou a Polícia Federal, mas a situação teria sido anotada apenas no caderno de ocorrências do plantão, sem a formalização do registro que pretendia obter.
A deputada eleita também disse que, ao visitar municípios, encontrou pessoas que não podiam conversar com ela ou declarar apoio por dependerem das administrações locais. Segundo Júlia, alguns eleitores entregavam bilhetes escondidos para informar que votariam em sua candidatura. “Estou com você, mas não posso declarar”, teria sido uma das mensagens recebidas. Para Júlia, o ambiente configura violência política. Ela afirmou ainda que candidatos homens não enfrentaram as mesmas situações durante a campanha.