Eleições 2026
Abstenção afeta mais a votação do Presidente Lula
A estratégia do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para vencer as eleições no 2º turno tem como principal foco os mais de 33,4 milhões de eleitores que não foram às urnas na primeira etapa das eleições. No entanto, analistas consultados pelo Metrópoles apontam que o índice de abstenção pode ter impacto maior nos resultados de Lula do que nos do senador Flávio Bolsonaro (PL).
A avaliação é que o perfil majoritário desse contingente é formado por eleitores que tendem a votar em Lula. Os analistas avaliam que, historicamente, a camada que compõe o índice de abstenção no Brasil é formada, majoritariamente, por pessoas de baixa renda e baixa escolaridade; população jovem e idosos com mais de 70 anos.
Na avaliação do cientista político Antônio Lavareda, esse recorte também converge com o perfil dos eleitores que historicamente estão alinhados ao presidente Lula ou que declaram voto a ele. “Quem perde voto nesse contingente é o Lula, pelo largo quantitativo dos votos dos pobres e baixa escolaridade que formam esse bloco”, pontua Lavareda.
As razões para não ir votar são diversas e variam conforme a faixa analisada. No caso do grupo formado por eleitores de baixa renda e escolaridade, questões estruturais podem estar entre as principais razões para a ausência nas urnas.
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A explicação, pontua Lavareda, está nos obstáculos que sair de casa impõe a essa parte do eleitorado. Entre eles, a dificuldade de acesso aos locais de votação ou distância da seção eleitoral. Em busca de corrigir esse índice, o TSE determinou a gratuidade dos transportes públicos nos dias de votação, mas, por si só, a medida ainda é pouco eficaz.
No que diz respeito às faixas etárias, o cientista político Leandro Gabiatite explica que, entre os jovens, a abstenção pode estar associada à descrença na política ou ao desinteresse pelo tema.