Política
Invas�o interrompe pesquisas
Arapiraca ? A Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) tem cerca de um R$ 1 milhão em recursos para pesquisas parado devido a invasões de sem-terra nas unidades de pesquisa em Arapiraca e Igaci. No pátio da Seagri, em Maceió, três tratores e 12 veículos aguardam ser enviados para os municípios, quando a reintegração de posse das duas áreas for concretizada. Em Arapiraca, famílias ligadas ao Movimento Sem-Terra vivem há oito anos na Unidade de Pesquisa Agrícola, às margens da rodovia AL-115. Quando ocuparam o local, em janeiro de 2002, só havia mato na região; hoje a área fica a poucos quilômetros da zona urbana do município e está valorizada financeiramente. A vizinhança é composta pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e o Presídio Desembargador Luiz de Oliveira Souza. Também há no local várias residências de agricultores familiares e bem próximo às terras está sendo construído um condomínio de apartamentos. ### Pesquisas são feitas em propriedades particulares Arapiraca ? Devido ao impedimento de utilizar as duas áreas de pesquisa no interior, a Secretaria Estadual de Agricultura (Seagri) firma parceria com produtores particulares. E é por conta desses acordos, em que o proprietário da terra cede um espaço para que os técnicos façam experimentos, que a pesquisa agrícola no Agreste não parou de vez durante esse período. ?As parcerias com os produtores particulares só servem a pesquisas eventuais. Não são todos os tipos de experimentos que temos condições de fazer nas propriedades, e precisamos contar ainda com a concordância do proprietário, que pode desistir a qualquer tempo. Por isso pesquisas de vegetais que possuem um ciclo longo não podem ser feitas nessas condições?, explicou Jorge Dantas. ///