Política
ALE pressiona governo por aumento
Já está decidido: enquanto o Executivo não negociar um reajuste para o duodécimo do Legislativo, a Assembleia dificilmente votará o Orçamento para o exercício de 2010. Segundo a Gazeta apurou, as negociações estariam sendo mantidas diretamente entre o presidente da ALE, deputado Fernando Toledo (PSDB), e o governador Teotonio Vilela (PSDB). Integrantes da Mesa Diretora também teriam participação direta nas conversas. Os deputados, principalmente os que comandam a Casa, não aceitam de jeito nenhum o congelamento do duodécimo, como quer o governo. Estão nessa situação há quase três anos, mas agora têm o que consideram um álibi: o acordo fechado entre Executivo e Judiciário, que conseguiu R$ 21 milhões a mais em suas finanças depois de ter ido parar no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a proposta de R$ 195 milhões feita pelo Estado. O duodécimo do Legislativo é de R$ 113 milhões. Os deputados querem aumentar para R$ 134 milhões. ### Comissão de Orçamento se reúne hoje Enquanto as negociações entre o comando da Assembleia e o governo não saem do papel, o presidente da Comissão de Orçamento, Gilvan Barros (PSDB), tenta ?tocar o barco? e fazer uma discussão paralela com os deputados que estão longe de participar do provável acordo entre Executivo e Legislativo. Para hoje, ele convocou uma reunião, às 10 horas, na sala da comissão, na ALE. O encontro deveria ter ocorrido ontem, mas poucos deputados apareceram. Gilvan Barros revela que vai apresentar uma proposta aos deputados para elaboração de um calendário para tentar tocar o Orçamento para a frente. Pela proposta, seria elaborada uma nota técnica com as alterações que já foram feitas no Orçamento e aberto prazo para os deputados que quiserem apresentar emendas ao documento. Outro prazo seria definido para a elaboração do relatório da comissão e envio do texto à apreciação do plenário. Todo o processo, de acordo com Gilvan Barros, estaria concluído no dia 9 de fevereiro, véspera do Carnaval. ///