Política
ALE mant�m press�o por mais recursos
A Assembleia Legislativa não tem pressa. Sem aumento do duodécimo, congelado há três anos, a Casa vai mesmo deixar passar a folia carnavalesca para levar à votação o Orçamento 2010. A confirmação do que havia sido antecipado pela Gazeta, em sua edição de ontem, veio à noite, por meio da assessoria da presidência da ALE. Integrantes da Mesa Diretora bem que tentaram. Fizeram de tudo, até o último momento, para garantir um acordo com o Executivo. Não haviam conseguido, até ontem. Sem dinheiro a mais, a Casa entrou no ritmo ?devagar quase parando?. A justificativa oficial apresentada pela presidência da ALE é que não conseguiu aglutinar o número suficiente de deputados para o quórum necessário à votação. De fato não conseguiu. Os parlamentares já estão no ritmo da maior festa popular. Não para cair na folia, mas ?correr em busca de suas bases?, e, logicamente, dos votos. Mas não seria esse o único e principal motivo para a sessão não ocorrer. ### Remanejamento deve ser limitado Esta semana, o presidente da Assembleia, deputado Fernando Toledo (PSDB), e o líder do governo na Casa, deputado Alberto Sextafeira (PSB), estiveram reunidos com o secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado. O assunto em pauta: Orçamento. Deputados faziam o último apelo por um duodécimo maior do que os atuais R$ 113 milhões anuais. O secretário, por sua vez, apelava para que a Assembleia aprove a margem de remanejamento de 30% que o Executivo propõe no Orçamento. É a segurança do governo de que não terá que recorrer ao Legislativo sempre que precisar remanejar recursos. ///