Política
Elei��o presidencial mobiliza partidos
Passado o carnaval, nos bastidores da política, não há mais desculpas: começa de vez o ano eleitoral. O registro de candidaturas, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se dará até 5 de julho. Mas bem antes disso, o xadrez partidário tende a revelar seus reais jogadores. Em Alagoas, o traçado do rumo político de ?caciques? já está nos rascunhos desde o ano passado. O espelho é a eleição presidencial, que obriga os partidos a pensar no palanque para os virtuais candidatos a sucessão de Lula, o presidente que, a dez meses do final do seu segundo mandato, comemora a aprovação do seu governo por 84% dos brasileiros, conforme última pesquisa do Ibope, divulgada quarta-feira passada. Quatro pré-candidatos à presidência da República dividem os palanques nos Estados. Há pelo menos dois anos, a ministra-chefe da Casa Civil e ?mãe do PAC?, Dilma Rousseff, 62 anos de idade e 9 de petismo, têm atuado mais nas ruas do que nos gabinetes. ### AL arma palanques para festa eleitoral Nas ruas do Brasil, há alguns meses, por mais que neguem os pré-candidatos a presidente, o clima é de campanha. A ministra Dilma Rousseff até ovos mexidos já preparou em programa popular na TV, que quase nunca fala em política. No carnaval, acenou para a multidão ao lado da cantora Madona na Sapucaí, no Rio de Janeiro. No Recife, usou chapéu de cangaceiro nas cores de Pernambuco para ver o bloco passar. O governador de São Paulo, José Serra, que só nos últimos três anos já esteve três vezes em Alagoas, este mês entrou no mar de Santos com roupa e tudo para entregar aos cadeirantes a nova cadeira com ?rodas anfíbias?. Marina Silva ganhou boneco gigante no carnaval de Olinda e Ciro Gomes dançou abraçado com supostas eleitoras na festa do ?Rei Momo?, em Pernambuco. ### Candidaturas próprias dividem legendas Kátia Born não vê obstáculos que impeçam o pulo do PSB do palanque de Teotonio Vilela para o palanque de Ciro Gomes, na campanha para presidente, que ela defende. ?Acho que o PSB tem que lançar candidato próprio?, frisa a secretária, que no caso de um segundo turno, daria novo salto, para um terceiro palanque. Iria para a turma de Dilma Rousseff. ?A candidatura de Ciro vai fortalecer as candidaturas proporcionais. No primeiro turno, cada aliado no Estado fica com o seu presidenciável?, explica ela, ao lembrar da última eleição. ### Pleito terá o caráter de avaliação, diz cientista Os partidários do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em Alagoas, querem governar o Estado e o País. Já os correligionários alagoanos da ministra Dilma Rousseff (PT) querem assegurar a sucessão do presidente Lula e aumentar significativamente a representatividade petista no parlamento, tanto na Assembleia Legislativa de Alagoas como no Congresso Nacional. Os aliados da senadora Marina Silva (PV) pretendem divulgar o partido e apresentar um plano de governabilidade do Brasil centrado na sustentabilidade do meio ambiente ? para tanto, ela, até a campanha, terá todo o tempo da propaganda gratuita destinada ao partido na TV. Já a candidatura do deputado federal Ciro Gomes (PSB), segundo a presidente da legenda em Alagoas, ex-prefeita Kátia Born, seria para fortalecer as candidaturas dos partidos Estado afora. ///