Política
C�digo de �tica da PM volta � pauta
Vem do tempo que ficou marcado na história do País como o período de ditadura, o regimento disciplinar da Polícia Militar. O documento que define as normas e condutas dos militares em praticamente todo o País, nasceu inspirado nas regras adotadas pelo Exército brasileiro. Manteve-se em quase todos os Estados, mas alguns começam a rever seu conteúdo e adotar regras próprias para fugir do que consideram ?ultrapassado?. Criar o próprio código de ética foi a saída encontrada pela PM do Ceará e de Minas Gerais para fugir do que até então era uma cópia fiel do regimento das Forças Armadas, com estrutura completamente diferente das polícias. Alagoas tenta seguir na mesma direção. É o terceiro Estado brasileiro a criar o Código de Ética da PM. Um documento cercado de tanto sigilo quanto a própria vida na caserna. Passou pela Procuradoria Geral do Estado (PGE) e foi remetido ao Conselho Estadual de Segurança Pública, onde em dezembro foi levado à pauta. Não foi votado porque um dos conselheiros, Everaldo Patriota, representante do Conselho Estadual dos Direitos Humanos, pediu vistas do processo. Tinha motivos de sobra para isso, segundo afirma. ### Associações exigem direito à defesa Surpresos. É como se dizem representantes de associações miliares diante da notícia de que a PM de Alagoas está prestes a ganhar um Código de Ética. Não fosse a publicação da pauta de matérias que passarão pelo crivo do Conselho Estadual de Segurança Pública, os principais interessados no assunto afirmam que a discussão do Código passaria em brancas nuvens para eles. Nesta segunda-feira prometem estar presentes à reunião do Conselho. Vão pedir ao presidente da instituição, Delson Lyra, que abra espaço para que as entidades possam ter conhecimento do conteúdo da matéria antes da votação. ?Em momento algum o assunto foi discutido com as entidades?, afirma o presidente da Associação dos Sargentos e Subtenentes da PM, sargento Teobaldo de Almeida. ///