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Gilmar Mendes diz ter priorizado AL

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Após o dia 23 de abril deste ano, Gilmar Ferreira Mendes não será mais o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Após dois anos de uma gestão marcada por polêmicas, muitas vezes protagonizadas por ele mesmo, o ministro natural de Diamantino, uma pequena cidade do Mato Grosso com cerca de 20 mil habitantes, entregará o cargo a Cezar Peluso, ministro do STF considerado o avesso de Mendes, graças a sua discrição e ao foco exclusivo para os aspectos técnicos da Justiça. Foi em julho de 2008, que o Brasil voltou sua atenção à figura de Gilmar Mendes, após vê-lo soltar, por meio da concessão de uma liminar considerada a mais rápida já elaborada por um tribunal, o banqueiro Daniel Dantas, fundador do Banco Opportunity, investigado e preso por crimes financeiros na Operação Satiagraha, comandado pela Polícia Federal. O episódio desencadeou outros, sempre acompanhados de críticas negativas ecoadas pela opinião pública. ### ?Encontramos problemas sérios aqui? Após a solenidade que participou, no auditório do Palácio República dos Palmares, na última sexta-feira, dia 19, em Maceió, para lançar o programa Começar de Novo, criado para incentivar o ingresso de ex-presidiários no mercado de trabalho, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Gilmar Mendes, entre um cumprimento e outro de autoridades locais, conversou rapidamente com a Gazeta, antes de embarcar de volta para a capital federal. Mesmo sem tempo para dedicar aos repórteres, apressado por assessores da sua comitiva de olho no horário de saída do avião, Gilmar Mendes, que entrega a presidência do STF no próximo dia 23 de abril para o ministro Cezar Peluso, fez um breve balanço dos dois anos da sua gestão, ressaltando ter encontrado muitos problemas na Justiça alagoana, sem esquecer de dizer que priorizou ações no Estado. ?Eu não vim quatro vezes para Alagoas para passear, eu sempre vim a trabalho, chamando atenção para os problemas existentes?, disse ele. Leia a seguir. *** Gazeta ? Qual a marca que os dois anos da gestão do senhor deixarão na história do Supremo Tribunal Federal? Gilmar Mendes ? Vão ficar marcas muito claras. O Supremo decidiu questões importantes, avançou muito em matéria de súmulas vinculantes e julgamento de repercussão em geral. O CNJ realizou várias inspeções, fez mutirões carcerários, lançou o programa Começar de Novo para reintegrar os ex-presidiários na sociedade, cobrou a melhoria da prestação jurisdicional, exigiu transparência do Judiciário e a obrigação de que os tribunais coloquem suas contas no Siaf [Sistema Integrado de Acompanhamento Financeiro]. Enfim, se pautou nas observâncias das regras básicas. Acho realmente que foram feitas coisas importantes neste período. O senhor sai satisfeito? Extremamente satisfeito, extremamente satisfeito. Ficou algo que o senhor gostaria de ter feito, mas que não conseguiu realizar? Tem muita coisa que eu poderia pensar, que eu poderia realizar, mas como eu entrei para ficar dois anos eu acredito que, como diria Frank Sinatra: I did it my way, ou seja, eu fiz aquilo que era possível ao meu modo. ///

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