Política
PCCS da ALE vai demorar a sair do papel
Quem pensava que iria ser fácil, enganou-se. O esperado Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) dos servidores da Assembleia Legislativa não saiu do papel no mês de março, conforme prometido pela Mesa Diretora, nem deve sair tão cedo. Motivo de revolta dos servidores, que na terça-feira, 30, ameaçaram invadir o plenário da Casa, o plano ainda promete muita dor de cabeça para quem foi dormir certo de que no dia seguinte estaria com salário reajustado e acordou em meio ao pesadelo de ver a conta bancária sem um real a mais. Traídos. É como se sentem os funcionários, que esperaram por mais de duas décadas a implantação de um plano que na prática, até agora, não surtiu efeito algum. Abriu, na verdade, uma ?guerra? entre o sindicato representativo dos servidores e o comando da Casa, que prometeu e não teria cumprido uma vírgula do que disse aos servidores, ou seja, que em janeiro o PCCS entraria em vigor, não entrou; que aguardava apenas o aumento do duodécimo para aplicar a lei, não o fez e que até esta segunda-feira, 5, tudo estará resolvido, não deve estar. Considerado vitória, plano fica a desejar A história do Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores da Assembleia de Alagoas confunde-se com a própria história do parlamento alagoano, marcada por fatos conturbados, polêmicos e envoltos de ?mistérios?. No caso do PCCS, foi aprovado pela unanimidade dos deputados presentes à sessão do dia 4 de junho de 2009; no entanto a maioria não conhecia sequer o teor do texto que estava sendo votado. Votou para não desagradar os servidores, nem acabar com a festa que eles fizeram, crentes que estavam ganhando um presente da Mesa Diretora e do próprio sindicato que os representa. A entidade teria participado diretamente das negociações para elaboração do plano e ?vendido? o projeto de lei aos servidores como se fosse um troféu.