Política
Servidores voltam a fechar Assembleia
O clima na Assembleia Legislativa promete pegar fogo hoje. De um lado, o comando da Casa garante que haverá sessão de qualquer jeito. Do outro, os servidores em greve prometem radicalizar, ocupar o plenário e impedir os trabalhos. Liderados pelo sindicato da categoria, os funcionários exigem o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) e ameaçam ?passar a corrente? nas portas de acesso à ALE e impedir a entrada no prédio. Por sua vez, segundo a Gazeta apurou, a Mesa Diretora deve pedir reforço policial para realizar a sessão e impedir danos ao patrimônio público. Enquanto isso, os trabalhadores aguardam a chegada de ?outros companheiros?, inclusive de sem-terra que, segundo eles, vão reforçar o movimento grevista na Assembleia. Mesa manda rodar uma nova folha O deputado Jota Cavalcante, primeiro secretário da Assembleia, que tem sido o alvo direto dos ataques dos servidores, revela que ontem mandou rodar uma nova folha com os salários de março. Fez isso, segundo ele, porque servidores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores do Poder Legislativo teriam dito que existem funcionários na Casa recebendo abaixo de R$ 1.324,12, valor correspondente ao menor salário na ALE quando feito o enquadramento com a aplicação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). ?Mandei rodar uma nova folha porque vamos provar que nenhum salário bruto está abaixo do previsto na tabela. Nas demais situações, vamos olhar caso a caso e se houver alguma pendência, faremos o ajuste. Quem se sentir prejudicado é só entrar com requerimento?, diz o parlamentar.