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Car�ncia de efetivo aumenta inseguran�a em Alagoas

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A carência de efetivo da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), há muito tempo, não é novidade para os gestores da segurança pública do Estado, tampouco para a população que percebe nas ruas a ausência dos policiais, e sofre com as distorções na distribuição do efetivo e com a desmotivação da tropa. A Gazeta teve acesso a dados restritos à cúpula da gestão da segurança pública do Estado e chegou à conclusão que a proposta do governo do Estado de extinguir as assessorias militares trará benefícios distantes de uma solução para a carência de efetivo da PM, porque transfere para as ruas apenas 5% do total de 7.661 policiais hoje em atividade na corporação. Até a chegada de mais equipamentos, viaturas, tecnologia e até mesmo a convocação dos cerca de dois mil concursados da reserva técnica podem não surtir tanto efeito no quadro de insegurança existente hoje em Alagoas, caso o efetivo não seja ampliado consideravelmente ou redistribuído de maneira inteligente, de acordo com a densidade criminológica territorial. Sobrecarga de trabalho desmotiva a tropa, diz major Ao verificar que, dos 6.613 policiais militares disponíveis para o chamado ?pronto-emprego? da tropa em casos de necessidade, 1.148 (17,3%) estavam ocupando, até o mês passado, funções burocráticas e administrativas na corporação, o presidente da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), major Wellington Fragoso, aponta o que considera ser um contrasenso do governo de Teotonio Vilela Filho (PSDB), que decidiu extinguir as assessorias militares ? exceto a sua, que diminui de 172 policiais para 104 componentes ?, e ainda dispõe de outros 187 militares à disposição de seu governo, distribuídos entre as mais variadas funções. ?O resultado disso é a falta de motivação da tropa, que fica sobrecarregada e desvalorizada não somente em termos salariais. Por isso, a PM perde mais de duas mil ocorrências por mês. A segurança está em colapso e o policial tem feito corpo mole por isso?, concluiu Fragoso. Desperdício de mão de obra é criticado O presidente do Conselho Estadual de Segurança Pública, Delson Lyra, reconhece os números desproporcionais entre o efetivo da Polícia Militar e os habitantes que precisam de segurança. E destaca que a densidade criminológica tem de ser levada em conta para se aumentar a concentração de policiais em regiões como em Maceió, onde ocorrem cerca de 70% do total de crimes do Estado. ?E é muito importante que vocês deem destaque a esses números, porque tem que acabar com isso. É algo que precisa ser alvo de um planejamento mais inteligente. Por isso estudamos, no Conselho, mecanismos operacionais diferenciados para se avaliar qual a nossa real deficiência de recursos humanos. Mas continuamos com um desperdício muito grande da mão de obra policial?, afirmou Lyra, que explicou ter um delegado, um oficial militar, um praça e dois policiais civis na assessoria técnica do Conselho. ?Um outro policial realmente está desviado de função, por conta de uma lógica de gestão que encontramos e com que concorremos e vamos corrigir?.

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