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Reportagem trouxe erro sobre a PM

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Ao apontar distorções na distribuição do efetivo da Polícia Militar de Alagoas (PM/AL), que permanecem inalteradas, a Gazeta errou ao calcular, na reportagem do último domingo (11), a relação de militares por habitantes em Maceió, Alagoas, e Arapiraca. Baseado em números oficiais, o resultado foi equivocado porque havia considerado como reserva de 30% do efetivo para o gozo de férias, quando esta reserva, na verdade, é de 12%. Outro equívoco foi considerar como militares disponíveis para a segurança dos maceioenses apenas os soldados, excluindo as demais patentes. Com relação a Maceió, por exemplo, a reportagem havia considerado o efetivo de 1.127 militares, para se chegar à relação de um militar para proteger 3.543 habitantes. Mas a relação real é de um policial para 1.015 habitantes, o que ainda permanece defasado, tendo em vista que a proteção é duas vezes menor que o patamar estabelecido pela Organização das Nações Unidas (ONU), de um militar para 500 habitantes. O efetivo para proteger a capital era de 3.144 militares até o fim de março deste ano. Neste número, não se pôde identificar, por exemplo, se estão incluídos os 542 militares cedidos a outros órgãos e ainda os outros 210 policiais de licença. Antes de estimar o percentual de férias, a Gazeta havia consultado a assessoria técnica da Associação dos Oficiais Militares de Alagoas (Assomal), que considerou que os militares de licença e cedidos fariam o percentual de 12% de férias ser extrapolado até os 30%. No caso de Alagoas, que possuía efetivo de 6.613 homens e mulheres para pronto emprego, até o mês passado, a relação é de um policial para defender 1.627 alagoanos, três vezes menor que o aconselhado pela ONU. No caso de Arapiraca, coberta pelo 3º Batalhão, juntamente com mais algumas cidades, a relação é de um policial militar para proteger 1.253 habitantes, se o efetivo for confrontado apenas com a população de Arapiraca. Para estudar e confrontar os dados publicados na reportagem, o Comando da PM reuniu seus técnicos na manhã de ontem. E, de acordo com sua assessoria, voltaria a entrar em contato com a Gazeta, assim que tivesse fechado os números. Mas até o fechamento desta edição a assessoria não manteve contato. Na reportagem de domingo, foi apresentado ainda que 76% do efetivo, cerca de 5.800 militares, tem como função atuar na atividade-fim. Os 24% restantes, mais de 1.830 policiais são empregados em atividades burocráticas e administrativas, denominadas atividade-meio, estão cedidos para outras esferas do poder público e lotados nas assessorias militares.

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