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Projetos se acumulam na ALE

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Gavetas abarrotadas de projetos que não saem do papel, projetos do início da atual legislatura que nunca foram à votação, matérias deixadas pelos deputados-suplentes que saíram dos cargos em 2009, com o retorno dos afastados na Operação Taturana e até projeto que sumiu sem que se saiba o paradeiro. Tem ainda aqueles que acabam virando ?peça de museu?. Eis o retrato da Assembleia Legislativa de Alagoas, que se já era devagar quase parando, piorou com a chegada do ano eleitoral, quando parlamentares correm atrás de votos e as sessões têm sido esvaziadas. Quando ocorrem, nem sempre têm quórum para votação e os projetos vão se acumulando. Na semana que passou o assunto foi levado a público pelo deputado Judson Cabral (PT), que da tribuna do plenário reclamou do sumiço de um projeto de sua autoria, que passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde recebeu parecer favorável, teve publicação no Diário Oficial do dia 26 de outubro de 2007 e de lá para cá ninguém sabe onde foi parar. O projeto dispõe da declaração de bens de secretários e subsecretários de Estado e ocupantes de cargos em comissão. Mesa é acusada de engavetar matérias Se hoje a situação não é boa na Casa onde a votação de projetos de lei é uma das atribuições, a tendência é piorar. Pelo menos na visão de quem está do lado da oposição à Mesa Diretora. É o caso do deputado Rui Palmeira (PSDB) que alerta: ?O pessoal vai começar a entrar em ritmo de campanha. Em junho, julho vêm as festas juninas, Copa do Mundo, vai ser problemático. Então temos que trabalhar para votar matérias importantes todas agora. Nossa função é manter as sessões?, ele diz. O parlamentar revela que muitos projetos sequer chegam à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da qual ele faz parte. ?Ficam com a Mesa Diretora. Quando o projeto dá entrada na Casa, vai para a Mesa, que encaminha para a CCJ, ou para a Comissão de Orçamento, dependendo do caso, mas alguns projetos polêmicos simplesmente não saem da Mesa?, denuncia Rui Palmeira, ao citar o caso do que extingue os gabinetes militares, mantendo a guarda apenas do governador do Estado.

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