Política
Guerra e Dutra montam suas estrat�gias
?Começamos com o pé direito? Quais foram o principal acerto e o principal erro do pré-candidato tucano José Serra até agora? Sérgio Guerra ? O principal acerto foi o encontro dos partidos em Brasília, em que ele fez o melhor discurso dos últimos tempos. Muitas perguntas que estavam no ar foram integralmente respondidas por ele. E vamos, de fato, iniciar a pré-campanha em Minas. Minas é uma forma de neutralizar a tentativa da pré-candidata Dilma Rousseff de conquistar o mineiro? Tudo que a Dilma está fazendo não está dando certo. Pode ser que, no futuro, ela acerte. ?Serrinha paz e amor não vai colar? Quais os erros e acertos da pré-candidatura Dilma nessas duas primeiras semanas de voo solo? José Eduardo Dutra - Os erros, é claro, não vou dizer publicamente. Se tem, você faz avaliação interna e corrige. A viagem a Minas foi positiva. Ela viajou a três estados. Foi atendido o que queríamos na pré-campanha: ela manteve contatos com diversos setores, com empresários, militantes, caminhou na rua e deu entrevistas. Esse era o objetivo geral. O objetivo de expor a candidata foi atingido, mas e os problemas políticos causados nos estados que ela visitou? Isso faz parte da estratégia da oposição de criar factóides para atacar a candidata. Mas o senhor mesmo falou em erros que são discutidos internamente... Em todo início de campanha você tem que ir fazendo os ajustes. Não diria erros, mas ajustes em função da necessidade e da experiência da pré-campanha. Os próprios petistas manifestam preocupação com as derrapadas da ex-ministra? Não considero que ela tenha derrapado. Eu estava em Minas, e em momento algum a Dilma fez propaganda do ?Dilmasia?, como tentaram passar. Há a questão da inexperiência, é público que Dilma nunca disputou eleição. Lógico que o processo vai demandar que adquira experiência ao longo da campanha. A oposição tem uma piada dizendo que, se tirar a rodinha da bicicleta, a Dilma cai. Ela se ressente da falta de Lula? Não. É mais uma frase de efeito da oposição. Nesse período, Dilma não estaria com o presidente. Lula vai atuar não no sentido de servir de bengala para Dilma, mas como o principal cabo eleitoral que temos, com prestígio e popularidade.