Política
Governistas manobram para aprovar PEC
A bancada do governo na Assembleia Legislativa não quis correr mais risco do que já ?enfrenta? desde que a polêmica Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que altera os prazos para licitações e contratações de obras e serviços foi protocolada na Casa, no dia 23 de março. Depois de meio mundo de confusão, acusações da oposição de que seu trâmite feriu frontalmente o regimento interno, foi a própria bancada governista quem decidiu ontem pedir o adiamento da votação, numa manobra para evitar que os deputados contrários à PEC pedissem vistas da matéria, levando o projeto a ficar fora da ordem do dia por duas sessões consecutivas. Com o pedido de adiamento, feito pelo deputado Edival Gaia (PSDB), a matéria poderá ir à votação amanhã. A oposição pode pedir vistas, mas só por uma vez e mesmo que o projeto não seja votado nesta quinta-feira, seguramente será na terça-feira, 4. Ernandi vence eleição com folga Foi uma eleição marcada por troca de farpas entre as duas chapas concorrentes, denúncias de malversação dos recursos sindicais e até ação no Ministério Público Estadual para apurar a utilização do dinheiro descontado mensalmente dos salários dos servidores. As denúncias foram feitas pela oposição, e que levaram a promotoria de Justiça a abrir processo para apurar o caso. Nada disso, porém, adiantou na hora votação. Os funcionários da Assembleia Legislativa foram às urnas ontem e reelegeram o atual presidente Ernandi Malta, alvo das acusações de sua oponente, Fátima Leão. Dos 694 votantes, Ernandi Malta teve 549 votos, contra 113 de Fátima. Foram contabilizados ainda 21 votos nulos e 11 em branco. Estavam aptos a votar 1.020 servidores. O pleito começou às 8 e só terminou às 18 horas, quando a urna foi fechada e os votos começaram a ser contados no prédio do sindicato, onde a eleição transcorreu.