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“Frent�o” ser� rediscutido em Bras�lia

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As decisões que agitaram o cenário político de Alagoas, na última semana, na corrida eleitoral, alteraram a formação do grupo oposicionista batizado de Frente Popular, e apelidado de ?frentão?. Nascido sob as bençãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o futuro incerto do frentão composto até agora pelo PTB, PMDB, PT, PDT, PV, PR, PCdoB e PRB deverá ser novamente objeto de apreciação do chefe maior da Nação, ainda esta semana. Em seu discurso, durante a autorização feita pelo prefeito Cícero Almeida (PP) para a construção da Eco Via Norte, na última sexta-feira (30), no Benedito Bentes, o senador Renan Calheiros (PMDB) disse que Lula teria pedido ao ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, que marcasse rapidamente uma reunião com o grupo de lideranças alagoanas que apoiam Dilma Rousseff no Estado. Lula já teria sido informado das indefinições no frentão. Mudança de planos altera jogo político As convenções partidárias que definirão as candidaturas somente acontecem no próximo dia 30 de junho, mas o que se tem sido visto é uma série de eventos envolvendo oposicionistas e governistas, na busca da demarcação de terreno para se elegerem. Mesmo tendo agido de maneira parecida, quando foi ?escolhido? pelo presidente Lula para disputar o governo do Estado pela Frente Popular de Oposição, desbancando o prefeito Cícero Almeida (PP), o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT) diz ?estranhar? a movimentação do senador Fernando Collor (PTB) e do deputado federal Benedito de Lira (PP) na aparente mudança de planos para as eleições de outubro. Collor está sendo cotado para o governo do Estado e Benedito de Lira deixou o ?frentão? para se aliar ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB). Novidade gera expectativa e suspense A semana que termina trouxe o fato político que mais agitou bastidores e lideranças partidárias alagoanas nos últimos tempos. É a possibilidade ? concreta, mas não oficial e nem sacramentada ? de o senador Fernando Collor (PTB) sair candidato a governador na eleição de outubro próximo. Pela força política e pelo apoio popular que tem, a simples especulação em torno de uma candidatura de Collor provoca importantes reações. Os próximos dias podem ser decisivos para que se tenha um cenário mais claro quanto a essa possibilidade. Adversários e aliados levam em conta a eleição de 2006. Naquela época, fora do clima eleitoral até o limite das convenções ? no mês de junho ?, Collor surgiu como candidato ao Senado. Ele enfrentou Ronaldo Lessa (PDT), que acabara de comandar o Estado por oito anos e, por isso mesmo, era tido como imbatível. Em jogo, apenas uma vaga, e não duas, como agora. Collor venceu e reapresentou seu cacife político: continuava com a chamada densidade eleitoral em dia.

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