Política
Assembleia volta a viver dias infernais
Não é de hoje que o Poder Legislativo de Alagoas está no ?olho do furacão?. O casarão localizado há décadas na Praça Dom Pedro 2º, na área central de Maceió, já foi cenário de conflito armado e morte, palco de impeachment de governador e alvo de uma investigação que levou à descoberta de um dos maiores esquemas de desvio de dinheiro público no Estado e veio à tona com a Operação Taturana, que apontou para um rombo de R$ 300 milhões. Os dez deputados acusados no golpe milionário foram afastados, mas um ano depois retornaram ao poder por decisão judicial. Por algum tempo a Casa silenciou, na tentativa de esfriar os ânimos e fazer com que a opinião pública esquecesse os episódios negativos que cercam a Assembleia Legislativa. O silêncio, no entanto, não demorou muito. A Casa que tem o papel primordial de votar e fazer leis, esteve de novo nos holofotes na semana que passou. ?Em todos os momentos agi de boa-fé? Na quarta-feira, quando a mobiliação de servidores pegava fogo na porta da Assembleia Legislativa, o presidente do poder, deputado Fernando Toledo enfrentava a cobrança dos colegas de parlamento, preocupados com a repercussão negativa, em pleno ano eleitoral, que o protesto causaria a quem corre atrás da reeleição. Sozinho na Mesa Diretora, tentava responder uma a uma as indagações. Na quinta-feira, quando recebeu a Gazeta em seu gabinete, ele disse que não vê nessa atitude, de ser criticado por sua forma de conduzir o parlamento, uma fragilidade ou frouxidão, como se ouve aos quatro cantos entre os que circulam pela Assembleia.