Política
PF articula for�a-tarefa para as elei��es
Em uma operação ?silenciosa?, montada ao estilo do atual do superintendente da Polícia Federal em Alagoas, o delegado Amaro Vieira Ferreira, que comanda o órgão há sete meses, uma força-tarefa de delegados e agentes federais de Brasília estará a postos para evitar a prática de crimes eleitorais, como tradicionalmente acontece no Estado. Este ano, a força-tarefa da Polícia Federal chega a Alagoas pelo menos cerca de 130 dias antes do pleito eleitoral. A revelação foi feita pelo superintendente da PF, Amaro Vieira Ferreira, que recebeu a Gazeta, na última terça-feira, para falar das ações e as metas traçadas pela superintendência para 2010; das críticas que passou a receber do Sindicato dos Policiais Federais; e sobre sua relação com o ex-superintendente da instituição, entre dezembro de 2007 e setembro de 2009, delegado José Pinto de Luna, que lançou sua candidatura ao Senado ? embalado pela popularidade e a exposição dos resultados das operações policiais, que provocaram o indiciamento de políticos, empresários e funcionários da Assembleia Legislativa, acusados de envolvimento no desvio de R$ 302 milhões dos cofres do Poder Legislativo. AÇÕES E OPINIÃO Pequeno efetivo O superintendente Amaro Ferreira reconhece a necessidade do aumento do efetivo em mais de 50% do atual, que ele não revela, mas a Gazeta apurou que todo o quadro da superintendência de Alagoas ? que por questão de segurança não pode ser informado ? não ultrapassaria 150 policiais federais, mas está convencido que não receberá reforços. ?Não tenho expectativa do envio de um novo contingente de policiais federais, que pode resultar em um ganho maior no nosso efetivo. Seria necessário um aumento de 50% do nosso atual efetivo para realizar a nossa missão. O que estamos fazendo é otimizar o trabalho, que poderá resultar em um ganho de 75% dos 100% que poderíamos realizar, dentro do ideal assim considerado?. ?Anti-Luna? O estilo rígido, reservado, introspectivo e de poucas palavras com os policiais federais da superintendência de Alagoas não demorou a provocar uma reação negativa dos funcionários e de parte da população, que identificava Pinto de Luna como o ?xerife? da Polícia Federal, por seus ataques aos políticos e pessoas influentes em Alagoas, e passaram a considerar o delegado Amaro Vieira como o ?anti-Luna?. Ao ser questionado sobre a marca que queria deixar em Alagoas, quando completar seus dois anos à frente da superintendência do Estado, como aconteceu com o delegado federal Paulo Rubim, que ficou com o reconhecimento de ter sido o responsável pela ?guarda? do traficante Fernandinho Beira-Mar, e o delegado Pinto de Luna, que é lembrado por comandar as prisões de políticos e pessoas influentes em Alagoas, Amaro Ferreira responde. ?Não me coloco como o anti-Luna, cada um tem o seu estilo. Não quero passar em Alagoas e deixar uma marca pessoal na superintendência, como foram citados outros delegados. Não sou político, sou servidor público, não procuro holofotes. O que eu quero deixar é a marca da eficiência do serviço público acima de tudo e a eficiência no cumprimento da minha missão no Estado?. Novas operações O superintendente da PF manda um recado para as pessoas que esperam ?operações espetaculares?, como ocorreram no período de 19 meses do comando do delegado federal José Pinto de Luna, que deixou como marca o apoio às operações que prenderam vários políticos e pessoas influentes no Estado, como a Taturana e a Carranca, e a promoção de uma maior aproximação entre a população alagoana e a Polícia Federal. ?Não estamos parados, continuamos investigando e cumprindo a determinação do comando da Polícia Federal em Brasília. Estamos vivendo um novo momento aqui, não vamos nos levar para a espetacularização das ações da Polícia Federal. Ninguém vai presenciar operações espetaculares, nós vamos garantir a privacidade e a segurança das pessoas presas ? em decorrência de delitos cometidos; não vai aparecer para a imprensa policial federal levantando o rosto da pessoa presa, sendo exposta publicamente. Mas isso não quer dizer que não vamos realizar operações, que não vamos cumprir a nossa missão. Quem pensa que estamos parados é provável que tenha uma surpresa. São sete meses em Alagoas, pode ter certeza que já tenho uma noção completa do Estado, posso garantir que eu tenho uma missão extra aqui, que é a implantação da eficiência e cumprimento da missão da Polícia Federal. E isso teremos em breve. Dos últimos cinco anos, de 2005 a 2010, tivemos, até agora, o cumprimento da nossa meta determinada pela direção da Polícia Federal em Brasília, que traçou para Alagoas e para todas as superintendências do País, o cumprimento da inicialização e a conclusão de todos os inquéritos. Em 2005, essa meta chegou a 71% , em 2006, a 71%; em 2007, a 96%, em 2008, o índice caiu para 40%; em 2009 chegou a 83% e este ano, nós ultrapassamos a meta que era 100%, mas atingimos 120%?.