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PT vai colar imagem de Dilma a Lula

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Brasília, DF ? Com a pré-candidata petista, Dilma Rousseff, estacionada nas pesquisas, o partido decidiu retomar a estratégia que deu certo até março: colar a imagem da ex-ministra à de seu principal cabo eleitoral, o presidente Lula. O PT usará o programa partidário, quinta-feira, para fazer a associação entre Lula e Dilma. O partido vai explorar a força de Lula para tentar neutralizar cobranças e ameaças de debandada dos aliados. Ao demonstrar que o presidente é o grande avalizador da candidatura, a intenção é amenizar sequelas nos estados. Lula já avisou reservadamente que não vai a todos os palanques. Como no Rio, onde não pretende pedir votos para o ex-governador Anthony Garotinho (PR-RJ). PSDB tentará ampliar as alianças Brasília, DF ? O PSDB vai tentar usar o bom desempenho de seu pré-candidato, José Serra, para ampliar o arco de alianças em torno de sua candidatura. Neste momento, o alvo principal dos tucanos é o PP, partido da base lulista que, na semana passada, sinalizou que poderia optar pela neutralidade nas eleições presidenciais. Em busca do apoio do PP, o que garantiria maior equilíbrio no horário eleitoral gratuito entre PSDB e PT, os tucanos querem atrair o PP pelas bases, nos estados. Além de sinalizar com a oferta da vaga de vice na chapa de Serra para o senador Francisco Dornelles, a estratégia tucana é consolidar o máximo de alianças nos estados com o partido. As principais investidas serão nos três estados do Sul do País: Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Mas, mesmo que a aliança nacional não saia, a avaliação entre os tucanos é que uma declaração de neutralidade do PP já será uma vitória, já que o PT vinha contando com o apoio da legenda. Pré-candidatos de olho no voto feminino São Paulo, SP ? De olho nos votos de setores conservadores da sociedade, os principais pré-candidatos à Presidência têm tratado de forma evasiva temas como a descriminalização do aborto. Porém, as pré-campanhas começam a explorar esse e outros assuntos ligados às mulheres, segmento do eleitorado que deve ter papel decisivo nas urnas. Questionado no programa humorístico CQC, José Serra (PSDB) declarou ver o aborto como ?uma coisa lamentável, muito triste?. Marina Silva (PV) defendeu um plebiscito, apesar de ser pessoalmente contrária. Dilma Rousseff (PT) deve adotar o discurso oficial do governo: o aborto é uma questão de saúde pública.

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