loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Economista defende mudan�as radicais

Ouvir
Compartilhar

Brasília, DF ? A passos largos para se tornar um País de idosos, a Previdência é problema no Brasil e deveria ser prioridade para candidatos ao próximo governo. Não admitir a necessidade de ajustes no sistema previdenciário e adiar o enfrentamento da questão é transferir a conta para as futuras gerações. Situação que se agravará se o Senado confirmar as medidas aprovadas recentemente pela Câmara. O alerta é do economista Fábio Giambiagi, retratado no livro Demografia: uma ameaça invisível, a ser lançado nesta semana. O livro apresenta uma proposta de reforma radical para quem ainda vai entrar no mercado de trabalho, com regras únicas para todos ? trabalhadores da iniciativa privada, servidores públicos e militares. ?Temos de fazer ajustes enquanto é tempo? O Brasil poderá ser obrigado a cortar aposentadorias no futuro, como faz hoje a Grécia, se os governos não enfrentarem o problema da Previdência. ?Temos que evitar isso fazendo ajustes enquanto é tempo, para que sejam menos dolorosos?, diz o economista Fábio Giambiagi. Ele defende um pacto, como ocorreu na Espanha. Mestre em economia pela UFRJ, Giambiagi é economista do BNDES e professor de Finanças Públicas. É autor de diversas publicações sobre o sistema previdenciário. Gazeta ? Qual será o custo do adiamento de mais uma reforma na Previdência? Fábio Giambiagi ? O custo é as gerações futuras continuarem lidando com o fenômeno das aposentadorias precoces ? 51 anos para as mulheres e 54 anos, em média, no caso dos homens ?, muito abaixo da média internacional. Se nós cristalizarmos essa situação nas próximas décadas, a contrapartida terá que ser uma carga tributária ainda mais alta ou níveis deprimidos de investimento. E, aí, fica difícil imaginar como a gente vai conseguir crescer 5% ao ano. Não adiantaram as reformas de Fernando Henrique e Lula? As duas reformas foram parciais e insuficientes porque deixaram de fora muitas situações que continuam a requerer mudanças, como regras diferenciadas para homens e mulheres, e pensão integral, por exemplo. No caso de 2003, ainda falta aprovar o plano de previdência complementar para os funcionários públicos federais. No revezamento no poder, PSDB e PT trataram o tema Previdência conforme a conveniência do momento...

Relacionadas