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Sala de R$ 2 milh�es custaria R$ 500 mil

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O que o leitor diz de um município como Maceió, com carências em áreas básicas como saúde, educação, saneamento, só para citar algumas, investir R$ 2 milhões em uma sala para proteger informações como folha de pagamento de servidores, equipamentos eletrônicos e centros de processamento de dados contra perigos como calor, fogo, gases corrosivos, umidade, inundação, explosão, arrombamentos, vandalismo, furto e roubo, entre outros? Quem respondeu tratar-se de uma fortuna provavelmente acertou. O dinheiro, segundo a Gazeta apurou, daria para construir, no mesmo espaço destinado pela prefeitura da capital alagoana, quatro salas do mesmo porte e com os mesmos recursos. E o pior, o contrato feito entre a prefeitura e a Aceco, empresa especializada no ramo, prevê a inexigibilidade de licitação (com base na Lei 8.666/1993), sob a alegação de que é a única no mercado brasileiro a dispor desse tipo de serviço. Não é. Dispensa de licitação é questionada O valor da sala cofre ? R$ 2 milhões, anunciada pelo município como uma ferramenta de segurança, chamou a atenção e mais ainda a reação do prefeito Cícero Almeida (PP) diante da reportagem publicada pela Gazeta informando sobre o investimento. Na sexta-feira pela manhã, o prefeito foi a um programa de rádio e, meio que na defensiva, falou que não havia nada de errado com o contrato. Disse tratar-se de ?um avanço? para o município e citou o ex-prefeito de Maceió Djalma Falcão para falar da importância do rico investimento. Ele disse que foram procurar um documento da época em que o político comandava a prefeitura de Maceió e não encontraram. Com a sala cofre funcionando, ressaltou o prefeito, isso não teria ocorrido.

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