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Depoimento contradit�rio marca investiga��o de crime

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Considerado testemunha-chave para o esclarecimento da morte do estudante Fábio Acioli, queimado vivo no dia 11 de agosto de 2009, o garçom Marcos Aurélio Fernandes Souza já mudou duas vezes o seu depoimento. No dia do crime, ele estava trabalhando no Beto?s Bar, na orla de Cruz das Almas, e contou tudo sobre a presença dos três acusados da execução, que horas antes do atentado bebiam no estabelecimento: dois deles na mesa nº 4, e outro na mesa nº 34, acompanhado da vítima, conforme apontou. A Gazeta teve acesso aos depoimentos que Marcos prestou ao juiz da 9ª Vara Criminal da Capital, Geraldo Cavalcante Amorim, na presença do promotor José Antônio Malta Marques, dos acusados Carlos Eduardo Souza, Wanderley Nascimento Ferreira e Rafael Cícero de França, e dos advogados das partes. No dia 3 de março, o garçom narrou com detalhes o que teria visto no bar. Com todas as letras, acusou um empresário ? que terá na matéria a identidade preservada ? de ser o autor intelectual do crime. Estranhamente, no dia seguinte, ele mudou totalmente a versão. Ameaça, extorsão, acareação... O garçom Marcos Aurélio conta hoje com proteção policial e está fora de Alagoas, beneficiado pelo Programa de Proteção a Testemunhas. No depoimento ao juiz Geraldo Amorim, no último dia 3 de março, ele afirmou ter sido ameaçado de morte pelo policial civil Evandro Alves. O garçom não soube dizer por que foi ameaçado, mas revelou que teve uma arma apontada para sua cabeça, enquanto recebia o recado para se retirar ?do caso Fábio?. Por isso, teria ido a Palmeira dos Índios visitar seu filho com proteção. Na sequência do relato, acusa o empresário da autoria intelectual do crime, por causa da relação que o mesmo tinha com a vítima. O garçom informou ao juiz que viu os dois juntos, pela primeira vez, em junho de 2009, na Ilha Paraíso, na região das Lagoas, onde ocupava o cargo de gerente. Segundo ele, a Ilha estava fechada quando o empresário e Fábio chegaram numa lancha pilotada por um homem chamado Hélder, às 20 horas. O empresário teria dormido na Ilha com o estudante, deixando o local só às 5h30 do dia seguinte. Desfecho de caso não tem prazo definido Sempre na presença do promotor José Antônio Malta Marques; dos acusados da morte de Fábio Acioli ? Carlos Eduardo, Wanderley Nascimento e Rafael Cícero de França ?, e dos advogados das partes, nos últimos dias 3 e 4 de março e 7 de abril, o juiz Geraldo Amorim ouviu pelo menos doze pessoas. Na conclusão dos trabalhos, foi consenso deliberar sobre a necessidade da reconstituição do crime, ocorrida em maio. Porém, o desfecho das investigações ainda tem prazo indefinido. Segundo o promotor Antônio Malta Marques, a Justiça espera a conclusão do laudo da perícia feita no computador da vítima e o relatório da reconstituição. ?Minha expectativa é que os laudos fiquem prontos até o fim deste mês, mas não há um prazo estabelecido?, explicou o promotor, ao dizer que a Justiça também aguarda a tomada de depoimentos de testemunhas na cidade de Olho d?Água das Flores.

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