Política
Coutinho reage e nega desvios no Incra
O ex-superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Alagoas, Gilberto Coutinho (PT), rebateu ontem as acusações feitas por trabalhadores rurais sem-terra, coordenadores estaduais e um dirigente nacional do Movimento de Libertação dos Sem-terra (MLST), que o acusaram, em reportagem publicada neste domingo (13) na Gazeta, de negociar benefícios relativos à reforma agrária em troca de votos para sua eleição ao cargo de deputado federal. No início da tarde de ontem, Coutinho classificou as denúncias como ?inverídicas? e ?absurdas?. Antes de uma outra corrente de lideranças do MLST procurar a Gazeta para desqualificar as denúncias, o ex-superintendente disse já ter mobilizado sua assessoria jurídica para que os denunciantes apresentem provas das acusações que fizeram e sejam responsabilizados pelo que disse ser calúnias. Denúncia intensifica racha no MLST Coordenadores do MLST, dissidentes do grupo comandado por Josival Oliveira e por Marcos Antônio, o Marrom, procuraram a Gazeta para afirmar que a atitude dos denunciantes, da mesma entidade, teria relação com a decisão do Incra de desobrigar os assentados do movimento a contratarem os serviços de assistência técnica da Cooperar, que seria comandada por Josival e Marrom, e não estariam prestando serviços onde deveriam. De acordo com o fundador do MLST em Alagoas, Heleno Marques, a mobilização do grupo, ao qual ele se opõe, para divulgar ?mentiras? sobre o Incra também teria relação com as proximidades do congresso estadual do MLST que deve eleger novos líderes do movimento entre os dias 12 e 14 de julho. |DS