Política
Pastoral pressiona PT para mudar Incra
A permanência do superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Estevão Oliveira, no cargo é uma incógnita. Sua saída vem sendo negociada com dirigentes de sua tendência interna do PT, a Democracia Socialista (DS), e a cúpula da Comissão Pastoral da Terra (CPT), desde maio. À época, o padre Alex Cauchi teria se envolvido numa discussão áspera com Oliveira. Os motivos do desentendimento não foram repassados, mas teriam, inclusive, chegado ao arcebispo de Maceió, dom Muniz Fernandes, que, segundo a CPT, iria enviar uma carta para a Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ontem pela manhã, a ?fritura? teve mais um capítulo. Segundo o líder da CPT, Carlos Lima, em mais uma reunião com a DS, a queda de Oliveira voltou à pauta. Servidores denunciam ameaças As relações entre servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e militantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) estão cada vez mais tensas. Os trabalhadores dizem que estão sendo impedidos de permanecer no ambiente de trabalho porque são expulsos sob ameaças. Um dos funcionários que está sofrendo com a pressão é o servidor Eder Carvalho. Ele conta que para amedrontá-los, os sem-terra batem nas portas com foices. ?Estamos sendo constrangidos em nosso próprio ambiente de trabalho. Eles chegam a bater na porta com foices nas mãos. Não são todos; é apenas uma meia dúzia. Dizem que até o momento estão pacificamente, mas que podem mudar e por isso pedem para que saiamos. No meu caso, é ainda pior, porque já estou lá de improviso?, disse o servidor, originalmente lotado no prédio do Incra, na Praça Barão de Sinimbu.