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TREs divergem sobre como ir�o barrar candidaturas

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São Paulo, SP, e Cuiabá, MT ? O entendimento inicial de alguns ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que as condenações dos políticos sejam verificadas no momento do registro da candidatura ainda é alvo de controvérsia nos estados. De 10 Tribunais Regionais Eleitorais consultados pela reportagem, seis disseram que vão cumprir a medida; em outros 4 ainda não há posicionamento definido sobre como a verificação das candidaturas será cumprida. O TRE-SP afirmou que qualquer manifestação oficial teria de ser feita pelo presidente do tribunal, que está em viagem. A assessoria de comunicação, porém, informou que a Lei da Ficha Limpa não altera os procedimentos da corte no que se refere ao registro de candidaturas. Os documentos exigidos continuam sendo os mesmos, dentre eles as certidões fornecidas pelas Justiças Eleitoral, Federal e Estadual. Em tese, qualquer condenação que houver no território nacional deverá constar de um desses três documentos. Lei complica alianças nos estados | MARCELO DE MORAES - Agência Estado Brasília, DF ? A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de validar a Lei da Ficha Limpa para candidatos condenados antes de sua sanção embaralhou de vez a montagem dos palanques em estados importantes como Rio de Janeiro, Distrito Federal e Maranhão. Se candidatos e dirigentes dos maiores partidos já quebravam a cabeça para amarrar costuras eleitorais regionais, a interpretação dada pelo TSE à Lei da Ficha Limpa pode tirar do páreo fortes concorrentes e obrigou as direções partidárias a revisarem suas alianças e estratégias. No Distrito Federal, o principal afetado poderá ser o ex-governador Joaquim Roriz (PSC), que renunciou ao mandato de senador para escapar de um processo de cassação. Líder nas pesquisas, vai tentar manter a candidatura, mas sua situação já provocou o primeiro efeito colateral importante. O atual governador, Rogério Rosso (PMDB), que não disputaria a eleição, reviu a posição e decidiu se lançar candidato e deve atrair o apoio de DEM, PSDB e PTB.

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