Política
Indefini��o na reta final das conven��es
Iniciada hoje a contagem regressiva de dez dias para o fim do período das convenções, dia 30, que definirão as candidaturas majoritárias e proporcionais das eleições de outubro, alguns grupos políticos se dividem entre as cobranças pelo cumprimento de compromissos firmados e as articulações para atrair mais apoio para as chapas que ainda acreditam na aglutinação de forças políticas de peso para iniciar a campanha no mês que vem. Analistas políticos de plantão ainda dão como candidatura certa ?só? a que busca a reeleição do governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) ao Palácio dos Palmares. Mas além das duas chapas oposicionistas do PSOL, com Mário Agra, e do PCB, com Tony Cloves, as duas chapas que contam com o apoio do presidente Lula e da pré-candidata petista ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, continuam movimentando as peças no xadrez político. Almeida e PMDB ainda são alvos de disputas Enquanto Ronaldo Lessa acatou a indicação do presidente do PT, Joaquim Brito, para ser vice de sua chapa, Fernando Collor confirmou convenção para o dia 30 e insiste em tentar atrair o PMDB do senador ?lessista? Renan Calheiros para indicar o deputado federal Joaquim Beltrão (PMDB) como vice de sua chapa. Mas até a última quinta-feira (18), um dia antes de a militância petista decidir em convenção pela indicação do nome de Brito para vice de Lessa, a Executiva Estadual do PT ainda chegou a marcar encontro com o prefeito Cícero Almeida, para lhe dizer que a escolha do vice seria uma mera formalidade, e deixá-lo à vontade para que fizesse sua própria indicação sob o aval do partido do presidente Lula. Partidos querem ?chapões? também para proporcionais Na definição das chapas proporcionais para as disputas pelas 27 vagas na Assembleia Legislativa (ALE) e 9 na Câmara Federal, o esforço da maioria dos partidos tem sido aglutinar as candidaturas em ?chapões?. O que reforça as chances de garantir a eleição de mais nomes da base de apoio às candidaturas ao governo do Estado de um mesmo grupo, fazendo os mais votados ?puxarem? uma sequência razoável de nomes que precisariam atingir votações mais expressivas se saíssem em alianças diferentes. Segundo Ronaldo Lessa, na Frente Popular, as únicas resistências à formação do ?frentão? que se tornou marca de seu grupo político, têm sido apresentadas pelo PT e pelo PCdoB, que querem sair juntos, mas em uma coligação à parte das demais para a disputa apenas das vagas na Assembleia.