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Presidenci�veis sem “o vice dos sonhos”

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Brasília, DF ? Os presidenciáveis Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) iniciam oficialmente suas campanhas, no próximo dia 5 de julho, longe de terem em suas chapas o vice de seus sonhos. A contragosto, Dilma aceitou o nome imposto pelo PMDB, o do deputado Michel Temer (PMDB-SP), já que seu preferido era o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. A situação de seu principal adversário é ainda pior. Há dez dias do prazo final para o registro de sua chapa, Serra sequer conseguiu definir o nome do vice. Sem esperanças de atrair o ex-governador de Minas Aécio Neves, companheiro dos seus sonhos para a vaga, o tucano ainda está tendo de administrar uma guerra interna dentro da aliança partidária que sustenta sua candidatura. Serra e setores do PSDB continuam defendendo uma chapa puro sangue, mas o DEM, seu principal aliado, quer a indicação. PT quer ampliar bancada no Senado | LEILA SUWWAN - Agência O Globo São Paulo, SP ? Ao mesmo tempo em que coordena sacrifícios nos estados em nome da coalização nacional pró-Dilma Rousseff, o PT concentra esforços em uma estratégia paralela: duplicar a bancada no Senado, um dos últimos redutos da oposição e fonte de pesadas faturas políticas cobradas por aliados. Hoje, o PT tem nove senadores, dos quais só dois têm mandato até 2014. Para estas eleições, o partido escalou 20 candidato ? entre eles Jorge Viana (AC), Fernando Pimentel (MG), Wellington Dias (PI) e Marta Suplicy (SP) ?, para tentar compor um time de pesos-pesados e mudar a correlação de forças na Casa. A manobra, nas contas conservadoras do partido, deve levar 16 ou 17 petistas ao Senado, entre eles, os dois suplentes dos senadores Alfredo Nascimento (PR) e Renato Casagrande (PSB), que hoje lideram as disputas para os governos de seus estados, Amazonas e Espírito Santo, respectivamente. A meta é chegar a uma bancada de 18. Eduardo Suplicy (SP) permanece com mandato no Senado e Tião Viana (AC) concorre ao governo do estado, mas também deixa um suplente petista.

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