Política
Lula sobrevoa hoje cidades destru�das
As informações ainda eram desencontradas até a noite de ontem. Não havia confirmação, pelo menos oficial, sobre a agenda que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, cumprirá hoje em Alagoas. A única certeza era que o chefe da Nação desembarcará no Estado não apenas para ver de perto a catástrofe que devastou cidades inteiras, mas para trazer alento em forma de mais socorro federal, para reconstruir o que foi destruído pela força das águas. Segundo a assessoria do governo do Estado, o governador Teotonio Vilela (PSDB) viajaria ontem ao Recife (PE) para se encontrar com o presidente, que também sobrevoará municípios do vizinho Estado. De Pernambuco, Lula e Vilela seguem de helicóptero para Alagoas. A chegada está prevista para 10h30. Fazem um sobrevoo nas áreas castigadas pela chuva e desembarcam no município de Rio Largo, onde o presidente visitará uma escola estadual que está servindo de abrigo para as famílias que perderam suas casas. De Rio Largo, o presidente e o governador seguem para o Aeroporto Zumbi dos Palmares, onde Lula participa de uma reunião com diversas autoridades estaduais, entre elas, a bancada federal (deputados e senadores), presidentes dos poderes, chefe do Ministério Público, secretários de Estado, prefeitos e representantes das instituições envolvidas na ação humanitária de ajuda às vítimas. Logo após o encontro, o presidente concede entrevista coletiva. Barragens podem ser causa da tragédia | JONES ROSSI - Da Veja.com Choveu muito em Pernambuco e Alagoas na sexta-feira, dia 18, mas a verdadeira causa da tragédia que arrasou a Zona da Mata alagoana, matou 44 pessoas e tirou mais de 40.000 pessoas de suas casas pode ter sido uma espécie de ?tsunami? causado pelo rompimento de barragens privadas situadas na bacia dos rios Canhoto (PE) e Mundaú (PE e AL). ?É a única explicação possível?, afirma Ricardo Sarmento Tenório, professor de meteorologia da Universidade Federal de Alagoas e coordenador do Sistema de Radar Meteorológico de Alagoas (Sirmal). A hipótese de Tenório é que algumas das várias barragens particulares espalhadas pela bacia do Rio Mundaú, que ocupa uma área de 4.102 Km², ficaram saturadas e se romperam. ?Não foi uma tromba d?água em determinada região. A característica foi de uma onda grande que veio em alta velocidade?, afirma.