Política
Quem superfaturar pre�o pode ser preso
O procurador-geral de Justiça, Eduardo Tavares, afirmou, ontem, que os comerciantes que estiverem inflacionando preços para obter lucro fácil nas cidades devastadas pelas enchentes serão presos em flagrante ? como determina a Lei 8137/90. Segundo ele, o crime é inafiançável com reclusão de 2 anos e meio a 6 anos de meio. Durante visita às cidades atingidas pela tragédia, Eduardo Tavares foi informado de que em alguns regiões mais distantes do centro dos municípios, alguns depósitos estariam vendendo um garrafão de água mineral por até R$ 20 ? cinco vezes o valor normal do produto. ?Não podemos permitir que algumas pessoas sem coração se aproveitem da dor e da tragédia dos outros?, disse o procurador-geral de Justiça, que ao lado das promotoras Micheline Tenório e Maria José Alves, além da presidente em exercício da Associação do Ministério Público de Alagoas, Adílza Freitas, percorreu ontem alguns municípios alagoanos que tentam se reeguer desde o último fim de semana, quando foram atingidos pelas inundações. Procon envia fiscais para apurar denúncias | NIVIANE RODRIGUES - Repórter Fiscais do Procon foram enviados ontem aos municípios de União dos Palmares e Murici para averiguarem denúncias feitas por consumidores da região de que donos de estabelecimentos comerciais estão praticando preços exorbitantes por produtos considerados valiosos para quem enfrenta uma catástrofe, perdeu tudo, está às escuras e vive as consequências da tragédia desde o último fim de semana. Água mineral, gás de cozinha, combustível e vela são os principais itens cujos preços teriam sido inflacionados com o aumento da procura nas cidades que não foram totalmente destruídas pela enchente. Os comerciantes que insistirem na conduta considerada criminosa, podem ter seus estabelecimentos fechados.