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Pr�dios p�blicos s�o destru�dos

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As cidades destroçadas pela força das águas das enchentes dos rios Mundaú e Paraíba não ficaram apenas com os prejuízos materiais, humanos e para a memória afetiva dos cidadãos, que perderam as referências históricas, sentimentais, e até familiares, impressas em fotos e documentos levados pela enxurrada ou sepultados debaixo da lama e das ruínas do cenário pós-tragédia. As Câmaras de vereadores de Paulo Jacinto, Quebrangulo, Santana do Mundaú, Murici e Branquinha foram destruídas. A prefeitura desta última cidade ruiu por completo. Porém, por trás das paredes dos geralmente pequenos, mas importantes prédios públicos devastados em parte das 28 cidades alagoanas, havia documentos que serviriam para garantir direitos aos cidadãos, repasses financeiros essenciais às políticas públicas, informações e estatísticas sobre as diversas áreas de atuação do poder público. Prefeitura funciona em posto de gasolina Em duas salas de um posto de gasolina tem funcionado atualmente a Prefeitura de Branquinha; garagens das casas improvisadas têm se transformado em gabinetes de vereadores do município; e uma das sessões da Câmara de Vereadores de Murici foi realizada no quintal da casa do presidente do Legislativo Municipal, José Anízio de Amorim (PMN), conhecido como ?Anizão?. É assim que tem sido a rotina das autoridades, em meio ao caos de terem prédios e documentos públicos destruídos. Apesar da preocupação com a assistência aos desabrigados, a vida administrativa e legislativa das câmaras e dos órgãos públicos destruídos tem que continuar. Não deve ser interrompida. É hora de reunir informações junto a bancos, órgãos federais e voltar a rotina comum, mesmo que as necessidades mais básicas ainda não tenham sido contempladas. Vítimas sobrevivem graças às doações de anônimos | NIVIANE RODRIGUES - Repórter No dia 18 de junho, águas que desceram com força total do vizinho Estado de Pernambuco inundaram cidades de Alagoas, arrastaram casas, comércio, prédios públicos e tudo o que encontraram pela frente. Causaram mortes e deixaram milhares de alagoanos em situação de mendicância. Sem casa, objetos pessoais, sem nada. No sábado, 19, quando a notícia começou a correr aos quatro cantos, uma rede de solidariedade começava a ser instalada no Estado, onde 28 cidades foram afetadas pela enchente, considerada a maior das últimas décadas. A rede reúne cidadãos anônimos, em sua maioria, homens do povo, condoídos com a tragédia que ganhou repercussão nacional. Reúne também empresários, comerciantes, profissionais dos mais diversos campos de atuação, religiosos, organizações não-governamentais, de Alagoas, de outros estados e até de outros países, enfim, um batalhão de pessoas que tenta minimizar a catástrofe cujas marcas dificilmente serão apagadas. Contas disponíveis para doadores A Gazeta também fez contato com as assessorias dos bancos que formam a rede de solidariedade. O Bradesco informou que foram abertas no dia 23 de junho duas contas para receber doações para ajudar as vítimas das enchentes nos estados de Alagoas e Pernambuco. Segundo a instituição bancária, as duas contas foram abertas com doação inicial do banco no valor de R$ 500 mil para cada Estado. Para Alagoas, a destinação é: Defesa Civil de Alagoas, SOS Nordeste, Maceió-Centro. Agência: 389-1 Conta: 10.000-5. Verba federal será aplicada em abrigos Quando esteve em Alagoas no dia 24 de junho, uma quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que o Estado receberia R$ 275 milhões para iniciar a reconstrução do que foi destruído pela enchente. O montante sairá do Ministério da Integração Nacional, a quem está ligada a Coordenação de Defesa Civil. Desse total, R$ 75 milhões serão destinados, segundo o secretário do Gabinete Civil, Álvaro Machado, para ações emergenciais. O dinheiro ?cairá? na conta da Defesa Civil, que traçou um plano de trabalho para socorrer as vítimas da catástrofe. R$ 25 milhões foram enviados de imediato pelo governo federal. Os outros R$ 50 milhões devem chegar na próxima semana. Reforçarão a ajuda emergencial, que inclui, de acordo com o o comandante do Corpo de Bombeiros e chefe da Defesa Civil, coronel Neitônio Freitas, aluguel de carros-pipa, aquisição de abrigos, alimentos de pronto consumo, água potável, reservatórios para armazenagem de água, compra de kits de higiene pessoal, utensílios domésticos básicos e banheiros comunitários.

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