Política
For�a nas urnas marca escolha de vice
?Ao invés de? ? é com esta expressão que o dicionário Novo Aurélio, Século XXI explica o significado da palavra originária do latim: ?vice?. Na política, a função, historicamente, não é alvo de ambições. Para quem é acostumado, no período eleitoral, a disputar de casa em casa o voto do cidadão, o papel de coadjuvante que imprime o cargo de vice não é tão atraente. Talvez por esta razão, geralmente empresários ou profissionais liberais, de conduta mais discreta, são os escalados para ?o banco de reserva? do Poder Executivo ? nos estados exercido pelo governador. Outra razão para a preferência de candidatos a vice de pouca expressão política seria a providência de evitar futuros conflitos entre o titular do cargo e ?o número dois?, em caso de substituições. Nem sempre a relação entre governador e vice é harmônica. Indicados após somatórios de forças partidárias, os nomes daqueles que serão levados às urnas também são escolhidos com base no quantitativo de votos que a dupla pode render.E Nomes têm experiência em mandatos Contrariando o perfil tradicional de candidatos a vice pouco familiarizados com as urnas, ou sem expressão política, este ano a escolha dos pretensos substitutos levou mais em conta a força partidária que cada um representa e o desempenho na garantia de votos ou de apoio político em Brasília. Nas três chapas que reuniram o maior número de partidos nas últimas convenções, os candidatos a vice para o governo não são meros desconhecidos, como os inscritos na disputa de 2006. Naquele ano, a única exceção pode ser reservada ao ex-deputado estadual Celso Luiz, que apareceu na campanha como o vice do candidato João Lyra e ?dono? de 34.862 votos, garantidos por ele dois anos antes, na disputa pelas cadeiras da Assembleia Legislativa de Alagoas. Candidatos descartam papel figurativo Ansiosos para colocar os pés na rua, levantar bandeiras e iniciar de uma vez por todas a campanha eleitoral em Alagoas, os candidatos a vice-governador nesta eleição concordam que o perfil do ?coadjuvante? nas chapas majoritárias está mudando. Escolhido para ocupar o cargo na chapa do senador Fernando Collor (PTB), o vereador Galba Novaes (PRB) diz que o candidato a vice tem sido cada vez mais cobrado pelo eleitorado. ?As pessoas hoje fazem questão de saber quem é o vice. Antes não; o vice existia mais por uma questão de composição, desempenhava um papel figurativo. Mas isso está mudando. O vice tem sido cada vez mais escolhido pela sua potencialidade eleitoral e capacidade administrativa?. Filho de político, Galba Novaes já foi eleito quatro vezes vereador, são 16 anos de mandato. Na última eleição para a Câmara de Maceió, foi o segundo mais votado, com mais de 15.241 votos, perdendo apenas para a senadora Heloísa Helena (PSOL), que conseguiu somar quase 30 mil.