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Educa��o b�sica no Estado fica a desejar em termos de qualidade

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Quando o assunto é educação, o anúncio de pesquisas vira sempre uma expectativa em se tratando de rede pública em Alagoas. A preocupação não ocorre por acaso. Decorre dos baixos indicadores que expõem o setor a patamares que se igualam ou ultrapassam estados com maior deficiência educacional do País. Este mês, o sinal de alerta voltou a ser ligado, embora dessa vez os resultados tenham sido considerados menos alarmantes. Ao divulgarem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009, o Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), de certa forma, deixaram um tanto quanto aliviados gestores públicos, principalmente estaduais, que embora percebam avanços, admitem que é preciso melhorar, e muito os indicadores. Situação do ensino médio é ruim Quando comparados aos números obtidos pelo município, o Estado deixa a desejar. ?Nos anos iniciais do ensino fundamental, enquanto a rede estadual obteve média 3.3, a municipal ficou com 4.4; do 6º ao 9º ano, o Estado teve 2.7, contra 3.7 do município?, compara Gorete Amorim. E por que a situação do Estado no quesito ensino médio é considerada ainda mais complicada? A educadora responde: ?Vários são os fatores, entre eles a carência de professores, o que compromete o cumprimento da grade curricular. Faltam professores principalmente nas áreas de Exatas, como Física, Química, Matemática. Os alunos concluem o ensino médio, passam no vestibular sem ter visto alguns componentes curriculares. Desde 2007, essa situação vem se agravando. Esse ano de 2010 existiram algumas ações por parte do Estado para tentar resolver essa situação, como a contratação de monitores, mas nada de muito concreto?, afirma. Secretário de Educação considera avanço O secretário estadual de Educação, Rogério Teófilo, recebeu com entusiasmo o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em relação aos indicadores de Alagoas. No entanto, ele diz estar consciente de que é preciso avançar. E isso, segundo afirma, é um dever e uma responsabilidade que compete a todos, não apenas ao Estado isoladamente. ?Não podemos tirar o Estado da classificação em que se encontra da noite para o dia?, afirma o secretário, para quem houve, sim, avanços a serem considerados. E dá como exemplo a meta a ser alcançada em 2011, de 3.3 e de 2013, de 3.6. ?Se a nossa nota geral foi 3.7 já superamos essas metas previstas para os próximos três anos. O que não quer dizer que é o ideal. Vamos ter que melhorar, mas isso só ocorrerá quando a educação pública for trabalhada como uma rede, que envolve não apenas o Estado, mas os municípios, o sindicato e todos direta ou indiretamente ligados à educação?, diz o secretário.

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