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Tecnologia amplia a produção de cana

Protocolo busca na irrigação e na aplicação de nutrientes o aumento da produtividade com a meta de chegar a cana de três dígitos por hectare

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Tecnologia amplia a produção de cana

Protocolo busca na irrigação e na aplicação de nutrientes o aumento da produtividade com a meta de chegar a cana de três dígitos por hectare

Da Editoria

A aplicação de novas técnicas, com o propósito de ampliar a produtividade, é uma constante em qualquer empreendimento. Na agricultura, em especial no plantio da cana-de-açúcar, este processo não seria diferente. Foi neste sentido que empresários e fornecedores de cana, participaram, esta semana, de um dia de campo, na Fazenda Pau Paraíba, no município de Jequiá da Praia, para conhecer os investimentos na lavoura que levaram ao crescimento expressivo da quantidade de cana produzida por hectare. Na área do Grupo São Luíz Jatobá, que realizou o dia de campo em parceria com as empresas Terra Soluções Agrícolas e a Ubyfol Brasil, os investimentos aplicados nos últimos quatro anos deram um salto na produtividade de cana que passou de 40 toneladas por hectare para uma média superior a 90 hectares nesta safra 19/20 e onde vem sendo utilizado o protocolo da cana de três dígitos. “A cana só cresce se ela receber os nutrientes devidos. É a alimentação da planta. Hoje, o plantio de cana não é mais o mesmo de antigamente. Nós aprendemos no passado e também estamos aprendendo no momento atual com a utilização de novas tecnologias”, afirmou o empresário e produtor rural, São Luíz Jatobá. Segundo ele, para que a lavoura de cana dê certo, é preciso que o fornecedor trabalhe a cultura como um negócio. “O canavial tem que ser visto como uma empresa que tem que dar resultado. Cana com 50 ou 60 toneladas por hectare, não paga os custos de produção que são altos. Precisamos alcançar os três dígitos. Nós obtínhamos 48 toneladas por hectare há quatro anos e foi quando acendeu a luz vermelha. Foi quando decidimos investir em irrigação. Afinal, a água é o grande condutor de nutrientes que a cana precisa. Desistir é uma palavra que não existe no meu vocabulário e nem no meu dicionário. Na safra passada, moemos 330 mil toneladas e nesta atual iremos para 430 mil toneladas. É um crescimento vertical em uma área de 5.100 hectares só de cana. É só ter esperança que dias melhores virão”, reforçou. Para o empresário e também fornecedor de cana, Luís Otávio Jatobá, quando o farol vermelho foi ligado no canavial do grupo, a preocupação foi elevar a produtividade agrícola. “Fomos em busca de novas tecnologias e, após quatro safras, começamos a colher os frutos desse trabalho, hoje, praticamente, dobrando a nossa produtividade. Nossa meta para toda a área plantada é chegar a cana de três dígitos. A base foi bem feita. A irrigação garantiu a produtividade. Mas, não é só ela. O grande diferencial foi a nutrição complementar via folha. Os dois juntos nos proporcionaram chegar a este números. A gente trata a cana como lavoura e damos a ela o que é preciso”, destacou. Para Carlos Crusciel, professor de culturais anuais e de cana-de-açúcar e de sistemas de produção da Unesp Botucatu e que foi consultor para o aumento da produtividade em Alagoas, o resultado na eficiência está no conhecimento cientifico com o equilíbrio da planta. “São um conjunto de fatores que afetam o desenvolvimento da planta. Iniciamos um trabalho nesta área, onde a produção já era de 60 toneladas por hectare, e devemos chegar a 90 ou 95 toneladas. Para isso, foi feito uma alteração no manejo na adubação. Usamos a mesma quantidade de água, mas fazemos a adubação no tempo certo da planta e isso gera o diferencial. Neste trabalho, iniciamos também a adubação folhear que é um meio complementar e que estimula a planta. O nosso projeto era chegar em três anos a 80 toneladas, mas essa meta foi superada”, informou Crusciel. Segundo informou o engenheiro agrônomo do Grupo São Luíz Jatoba, José Carlos Filho, destacou que a evolução do plantio de cana, que a mudança na forma de plantar cana, foi obtida após o grupo ter obtido o pior desempenho em 50 anos de atividade, ao obter apenas 48 toneladas de cana por hectare. “Fomos buscar o que era desenvolvido nos grandes centros produtores para que pudéssemos aplicar aqui. Fomos até o triangulo mineiro, com produção de cana acima de três dígitos, e trouxemos essa tecnologia. E a cana respondeu de forma expressiva. Hoje, temos áreas de cana que já chegaram aos três dígitos, que permite deixar a folha da cana mais verde aumentando a fotossíntese, produzindo mais. Temos desafios pela frente. Mas o nosso objetivo é que possamos chegar na próxima safra com uma média acima de 100 toneladas por hectare”, destacou. Para reforçar o potencial do protocolo da cana de três dígitos, o consultor e fornecedor de cana do município mineiro de Campo Florido, Daine Frangiosi, participou do dia de campo na Fazenda Pau Paraíba. “Cana é manejo. Na minha região, a cana é mais tecnificada e olhada de uma forma diferente. O Nordeste é uma região conservadora e tem produtividade baixa. A cana tem que ser vista no manejo como um todo. O Grupo Jatobá começou a fazer isso e a trazer tecnologia para tratar a cana com mais carinho. Alagoas tem potencial alto”, salientou.

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Em um momento que o setor sucroenergético retoma o crescimento, a utilização de novas tecnologias que ampliam a produtividade, concretiza este engajamento de empresários e fornecedores de cana alagoanos. “Ficou claro com neste dia de campo que o setor está retomando o crescimento. Tivemos a participação de produtores de vários Estados. A gente acredita que a cana recuperou e não vai parar de crescer. O investimento feito tem retorno. O Grupo São Luíz Jatobá é um dos nossos parceiros e estramos juntos neste processo desde o início”, afirmou o diretor da Terra Soluções Agrícolas, José Luiz. “Temos sim como chegar a cana de três dígitos. Temos que buscar produtividade. A gente só consegue isso com muito trabalho, esforço e tecnologia. Nutrição é um dos pontos para alcançar esta meta, além de outras variáveis como o uso de fungicida que ajuda a colher mais uma safra”, destacou o também diretor da Terra Soluções Agrícolas, Luiz Carlos. Para Marcelo Gregori, gerente comercial da Ubyfol Brasil, que também participou do dia de campo no Grupo São Luíz Jatobá, o Nordeste é uma região importante para a cultura da cana. “Apresentamos um programa de trabalho que proporciona o produtor alcançar o terceiro dígito na cana de açúcar com o aumento da produtividade, ampliando a rentabilidade. Trabalhamos com o grupo Luís Jatobá por ele ter aderido a programação de uso de acordo com a necessidade da planta, nos fornecendo o retorno que precisamos desde o plantio até a maturação”, declarou.

Vocação

“Nós no Nordeste estamos muito ligados a terra, somos agricultores de horas boas e ruins. A principal qualidade do produtor de cana e do produtor de açúcar está na perseverança. Nós temos uma vocação de exportação que sempre foi reconhecida. O dia de campo nos ensina muito e temos que promover mudanças, principalmente nesta parte nutricional”, destacou o industrial do setor sucroenergético, Luiz Antônio Andrade Bezerra.

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