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Senar alerta para controle da gomose dos citros

Fungo ataca as plantas jovens, provocando danos irreversíveis, a exemplo do apodrecimento do tronco e degradação de raízes

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Provocada pelo fungo do gênero Phytophthora, a gomose dos citros é uma doença que ataca das plantas jovens aos pomares em produção e provoca danos irreversíveis, como o apodrecimento do tronco, degradação de raízes e radicelas. Para o controle desta praga, a melhor estratégia é a prevenção.

Segundo o engenheiro agrônomo e instrutor do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – Senar Alagoas –, Ulisses dos Anjos, uma medida preventiva necessária é a aquisição de mudas sadias, preferencialmente, de variedades de plantas resistentes ao fungo. Também é importante realizar enxertia acima de 40 centímetros do solo e podar todos os galhos abaixo de 80 centímetros.

“As pernadas devem ser formadas acima de 80 centímetros, podando-se também todos os galhos com tendência a se aproximar do solo. Ao fazer essa poda, é recomendável pincelar a área lesionada com calda bordalesa”, orienta Ulisses.

Prevenção é a melhor estratégia no controle da praga
Prevenção é a melhor estratégia no controle da praga | Foto: Divulgação
Instrutor do Senar Alagoas, Ulisses dos Anjos, afirma que uma das medidas preventivas necessárias é a aquisição de mudas sadias, preferencialmente, de variedades de plantas resistentes ao fungo
Instrutor do Senar Alagoas, Ulisses dos Anjos, afirma que uma das medidas preventivas necessárias é a aquisição de mudas sadias, preferencialmente, de variedades de plantas resistentes ao fungo | Foto: Divulgação

O instrutor do Senar Alagoas também recomenda que se evite o solo muito encharcado, com baixa capacidade de drenagem e o acúmulo de matéria orgânica.

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“Além disso, deve-se fazer o controle de plantas daninhas próximas ao caule, para que não haja excesso de umidade, evitar os danos ao caule e à raiz, com cautela no uso da enxada, e pincelar anualmente com a pasta bordalesa”, comenta.

“Nos pomares onde já existe a doença, a recomendação é fazer uma cirurgia, que é a limpeza de todo o tecido lesionado ou morto, e pincelar com pasta bordalesa não só a ferida, mas até um metro e meio de altura do tronco da planta. Após 45 ou 60 dias, faz-se uma nova inspeção e reaplicação nas plantas em que o tratamento não foi eficiente”, orienta Ulisses dos Anjos.

“Essa técnica deve ser feita anualmente, antes do período chuvoso, visto que a doença ocorre mais com alta umidade e, como o fungo está presente no solo, há o risco de uma nova infecção”, conclui o engenheiro agrônomo e instrutor do Senar Alagoas.

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