Rural
Beneficiários pedem retomada da distribuição do leite
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Diante da redução e até suspensão do leite fornecido pelo Programa do Leite em Alagoas, dirigentes de entidades que atuam junto as famílias que vivem em vulnerabilidade econômica e alimentar relatam as dificuldades por que passam os beneficiários, que encontram no produto uma das poucas fontes de alimento.
“Estamos há mais de um mês sem receber o leite para distribuir com as 100 famílias em vulnerabilidade social que nós trabalhamos. Nessa época de pandemia, esse leite é necessário. Essas pessoas não têm dinheiro para comprar um pacote de pão, imagina um saco de leite. Os agricultores precisam receber os atrasados para que possam fornecer o leite”, afirmou Clementina Pereira, presidente do Conselho Comunitário de Desenvolvimento Social do Bairro do Benedito Bentes.
“O Programa do Leite é uma ação do projeto de segurança alimentar. Na associação, ele atende 135 famílias carentes. Esperamos que o impasse que existe atualmente e que está dificultando a continuidade do programa possa ser resolvido para que ele possa voltar a funcionar dentro da normalidade. Afinal, a população precisa muito desse leite que é essencial para a nossa comunidade e de outros municípios alagoanos”, declarou Carlos Alberto, presidente da Associação de Esporte Amador do Benedito Bentes.
Além de localidades em Maceió, as demais cidades que já tiveram a suspensão das entregas do leite, total ou parcialmente foram: Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cajueiro, Canapi, Capela, Dois Riachos, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Maceió, Mar Vermelho, Monteirópolis, Olho D’Água do Casado, Olivença, Palestina Pão de Açúcar, Pariconha e Pindoba e Piranhas.
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Criado em 2002, o Programa do Leite em Alagoas funcionava com 80% da verba oriunda do Governo Federal, por meio de repasse feito pelo Ministério da Cidadania, e 20% são do Governo Estadual.