Rural
Sudene mapeia potenciais do NE
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Municípios de baixa renda apresentam tendência às atividades econômicas mais tradicionais. Já cidades com renda per capita mais elevada voltam-se a arranjos produtivos mais inovadores. Esta é uma das observações de um estudo realizado pela Sudene sobre os potenciais econômicos da área de atuação da superintendência. A ideia da pesquisa é aperfeiçoar a aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).
O levantamento identificou vocações econômicas estaduais e sub-regionais específicas e também analisou dados de 256 arranjos produtivos dos municípios e dos estados sob influência da Sudene. O estudo pôde apresentar perfis produtivos com informações sobre agricultura, pecuária, arranjos produtivos locais, comércio, entre outros.
O levantamento apontou que os municípios de alta e baixa rendas tiveram valor da produção de lavouras temporárias maior que os produtos da cultura permanente. Já para os municípios de média renda, ocorre o inverso: os produtos que permanecem no solo e proporcionam mais de uma produção foram economicamente mais rentáveis do que aqueles sujeitos ao replantio (temporários).
O estudo mostra que os produtos de lavoura temporária com maior participação em quantidade produzida na área de atuação da superintendência foram cana, soja e mandioca, representando, respectivamente 16,7%, 10,3%, e 27,4% da produção nacional em 2016. Nas plantações permanentes, os destaques foram banana (39,9%), laranja (10,5%) e coco-da-baía (82,3%).
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