Rural
Agro amplia oferta de emprego
Setor encerrou o primeiro semestre do ano com a geração de 62,6 mil postos de trabalho com carteira assinada
A chegada da época da colheita em grande parte das culturas agrícolas da safra de verão, a exemplo da soja e da cana-de-açúcar, aliada ao plantio de lavouras de inverno provocou um aquecimento nas contratações de mão de obra no campo.
Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado pelo Ministério da Economia, o setor agropecuário, que envolve agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, registrou saldo positivo de 36,8 mil vagas em junho, enquanto os setores de serviços, comércio e indústria em geral tiveram saldo negativo.
No acumulado de janeiro até junho no setor agropecuário, as admissões foram de 437.999, os desligamentos de 375.366, e o saldo foi de 62.633 postos de trabalho.
Nas atividades existentes, as lavouras temporárias e a pecuária, representam 78% dos empregos na agricultura. Ainda que, atualmente, as operações de colheita e plantio sejam em grande parte mecanizadas, mesmo assim, há necessidade de emprego adicional.
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De acordo com o estudo do Caged, o mês de junho encerrou com saldo negativo de 10.984 vagas com carteira assinada em todos os setores. O número representa desaceleração no ritmo de perda de vagas em relação aos meses anteriores, também afetados pela pandemia do coronavírus.
Em três regiões do país o saldo de criação de empregos foi positivo: Centro-Oeste (10.010), Norte (6.547) e Sul (1.699). A região Sudeste fechou o mês com a perda de 28.521 vagas de trabalho e o Nordeste com saldo negativo em 1.341.