Rural
VITRINE (14 e 15/11/2020)
Nogueira pede políticas para setor
O presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira, destacou que o setor nacional como um todo não conta com políticas públicas de Estado duradouras e permanentes para a questão energética. “Surgem programas, mas não temos um processo instalado que tenha longevidade. Estamos na base primeira da produção. Como líderes de classe, temos que refletir sobre isso. Toda decisão a curto prazo, quando se trata de energia e de investimento, é sempre nociva”, afirmou.
Segundo ele, a área de cana plantada na região Nordeste, em se tratado na produção de energia por meio da biomassa/bagaço de cana, sem contabilizar o biogás e o aproveitamento de resíduos, equivaleria a mais que a produção de uma usina nos patamares da hidroelétrica de Xingó. “Não há dúvidas que a cana seja a maior expressão agroindustrial da região Nordeste, enquanto exploração agrícola e produção de açúcar e etanol. Imagine se agregar a isso a geração de energia para a região, incluindo ainda um processo de geração sustentável, creditada e defendida pelo mundo? O ecossistema do Nordeste se aproveitado, por meio da irrigação, faria com que a produtividade agrícola da cana chegasse em possibilidade nominal a superar a de Ribeirão Preto, em São Paulo”, destacou.