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Rural

Safra 20/21 é finalizada em Alagoas

Moagem atinge expectativa do usinas de fornecedores de cana com mais de 17 milhões de toneladas de cana beneficiadas

Por Dorgival Junior | Edição do dia 01/05/2021 - Matéria atualizada em 01/05/2021 às 04h00

/Ciclo foi um dos mais longas em Alagoas
/Edgar Filho comemorou resultado da safra
/Pedro Robério afirmou que o esforço de empresários, fornecedores de cana e colaboradores possibilitou concluir mais uma etapa rumo a recuperação e estabilidade do setor

Iniciada na segunda quinzena de agosto do ano passado, a safra 20/21 foi encerrada, em Alagoas, no último domingo, dia 25 de abril, com a finalização da moagem na usina Sumaúma. Totalizando mais de oito meses de atividade, o ciclo canavieiro no Estado chegou ao fim com pouco mais de 17 milhões de toneladas beneficiadas.  

De acordo com dados do Sindaçúcar-AL, foram produzidas pelas usinas alagoanas mais de 1,4 milhão de toneladas de açúcar e processados mais de 450 milhões de litros de etanol.  

A safra 20/21, que teve a usina da Cooperativa Pindorama como a primeira unidade industrial e colocar as caldeiras em funcionamento, contou com 15 usinas em atividade. 

“Concluímos, nesta semana, o período de moagem e produção da safra 20/21. O resultado, em que pese corresponder a uma realização menor quando estimávamos produzir 18 milhões de toneladas de cana, significa a manutenção do processo de recuperação de produção do Estado que iniciamos há três safras. Inclusive, superando a safra passada 2019/2020. Considerando as adversidades decorrentes da pandemia da Covid 19, no que respeita a modificação de todo planejamento de produção para observar com rigor o distanciamento social e as regras de proteção aos colaboradores, consideramos um coroamento de esforço com esse resultado, inclusive com méritos nesse esforço aos nossos fornecedores de cana e aos nossos colaboradores”, destacou o presidente do Sindaçúcar-AL, Pedro Robério Nogueira. 


Ciclo foi um dos mais longas em Alagoas
Ciclo foi um dos mais longas em Alagoas - Foto: Divulgação
 

Segundo ele, na safra 17/18 a produção foi drasticamente reduzida para 13 milhões de toneladas de cana como consequência da escassez de chuvas - por três anos seguidos - e os efeitos da política errática de preços de combustíveis. “Portanto, o esforço dos nossos empresários, fornecedores de cana e colaboradores, associado a confiança e a dedicação a essa atividade, nos possibilitou concluir mais uma etapa rumo a recuperação e estabilidade”, declarou. 

Nas duas moagens anteriores, a quantidade de cana esmagada foi de 16,9 milhões de toneladas no ciclo 19/20 e 16,4 milhões de toneladas beneficiadas na safra 18/19.


Comemoração

Para o presidente da Asplana, Edgar Filho, a perspectiva para a moagem foi atingida pelas unidades industriais. “Apesar da quantidade menor de chuva e de perdas de socaria, além do pouco desenvolvimento do canavial por conta da falta de chuva, a gente ainda conseguir fazer uma safra maior que a anterior, isso anima todo o setor”, reforçou. 


Edgar Filho comemorou resultado da safra
Edgar Filho comemorou resultado da safra - Foto: Divulgação
 

Pedro Robério afirmou que o esforço de empresários, fornecedores de cana e colaboradores possibilitou concluir mais uma etapa rumo a recuperação e estabilidade do setor
Pedro Robério afirmou que o esforço de empresários, fornecedores de cana e colaboradores possibilitou concluir mais uma etapa rumo a recuperação e estabilidade do setor - Foto: Divulgação
 

De acordo com o presidente da Asplana, no próximo ano, com os índices pluviométricos que estão melhores e mais distribuídos em relação ao ano passado, aliado a quantidade de chuva ocorrida no verão e a quantidade de cana plantada e tratada, somada a questão do preço que também foi melhor que os praticados no ano passado, a perspectiva é muito boa para que a safra 21/22 seja de mais crescimento.  

“O setor vem em recuperação nos últimos anos. Isso é positivo para o Estado e monstra que o setor está equilibrado e entrou em uma linha de normalidade com pagamentos corretos aos fornecedores de cana e de investimentos nos canaviais. Isso tudo aliado ao preço, que melhorou por conta do câmbio e do mercado externo. É um final de safra para ser comemorado. Devagar, quem sabe a gente não chega a 25 milhões de toneladas de cana que foi o auge do Estado”, indagou Edgar Filho.

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