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Projeto apresenta forragens mais produtivas para o semiárido

Pesquisa sobre potencial produtivo das plantas e adaptação ao clima recomenda as melhores opções de fonte de alimento para os rebanhos

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Após quatro anos de pesquisa sobre o potencial produtivo e a adaptação das plantas forrageiras às condições climáticas do semiárido, o Projeto Forrageiras para o Semiárido – Pecuária Sustentável no Estado de Alagoas apresentou os resultados dos estudos, recomendando as melhores opções de fonte de alimento para o rebanho.

De acordo com o responsável técnico pela Unidade de Referência Tecnológica (URT), instalada no Parque de Exposições Mair Amaral, município de Batalha, zootecnista Alexis Wanderley, que apresentou os resultados das pesquisas em um Dia de Campo Virtual, ao todo, 18 variedades de forrageiras foram testadas em Alagoas (seis gramíneas anuais, seis gramíneas perenes, quatro cactáceas e duas leguminosas). Entre as gramíneas perenes, O milho BRS 2022 e o sorgo ponta negra apresentaram a melhor produtividade média no ciclo produtivo (70 e 79 dias, respectivamente).

Projeto testou 18 espécies de forrageiras em Unidade de Referência Tecnológica (UTR) de Batalha
Projeto testou 18 espécies de forrageiras em Unidade de Referência Tecnológica (UTR) de Batalha | Foto: Divulgação

“O milho BRS 2022 possui ciclo precoce e é recomendado tanto para a safra, quanto para a safrinha. Já o sorgo ponta negra é uma variedade de ciclo médio, destinada à produção de silagem. Portanto, essas duas variedades têm mostrado uma boa produtividade, eficiência no uso da água, baixa ocorrência de pragas e boa adaptação ao sistema de produção de sequeiro na URT de Batalha”, explicou Wanderley.

Entre as seis variedades de gramíneas perenes testadas, com plantio isolado ou consorciado com moringa e gliricídia, o capim massai se destacou como a melhor opção forrageira para a região, com boa produtividade, resistência e tolerância à seca. “O massai, por ser um capim precoce, florece e produz sementes várias vezes ao ano, com florescimento intenso e rápido, isso o torna uma variedade com alta capacidade de perpetuação na área, além do bom valor nutricional”, recomenda Alexis.

Apesar de pouco utilizada na região, a palma orelha de elefante mexicana apresentou os melhores resultados dentre as cactáceas testadas.

Álvaro Almeida destacou que pesquisa leva a produção de forrageiras com menor custo
Álvaro Almeida destacou que pesquisa leva a produção de forrageiras com menor custo | Foto: Divulgação
Alexis Wanderley apresentou resultados positivos com o milho BRS 2022 e o capim massai
Alexis Wanderley apresentou resultados positivos com o milho BRS 2022 e o capim massai | Foto: Divulgação

Apoio

O Projeto Forrageiras para o Semiárido, uma iniciativa da A CNA e Embrapa, conta com 13 Unidades de Referência Tecnológica espalhadas no semiárido brasileiro (em todos os estados do Nordeste e na região norte de Minas Gerais). Em Alagoas, a ação conta com o apoio da Federação da Agricultura, Senar/AL e do Governo do Estado, que cedeu uma área no Parque de Exposições Mair Amaral.

“A partir do momento em que a produção passa a acontecer com custo mais baixo, a economia se desenvolve e toda a sociedade alagoana é favorecida. Por isso, esta iniciativa da CNA, por meio do Instituto CNA, e da Embrapa conta com o nosso apoio, seja na articulação com o Governo de Alagoas ou mesmo na mobilização dos pecuaristas da região, juntamente com o Sindileite”, comenta o presidente da Faeal, Álvaro Almeida.

“O projeto Forrageiras para o Semiárido dá resultados e ajuda o produtor a tomar as melhores decisões. Mas é imprescindível que esse produtor esteja aberto à inovação e aos avanços tecnológicos. Assim, ele produzirá mais, com um investimento menor”, diz o superintendente do Senar Alagoas, Fernando Dória.

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